3.5.06
Como nao debochar...
... quando Garotinho entra em greve de fome em protesto contra a perseguição da imprensa brasileira? Quando a esposa Rosinha responde com "Infelizmente, aqueles que debocham não conhecem o peso da mão justa do meu Deus", eles tão pedindo né? Daqui a pouco o casal vai fazer o que, chamar os jornalistas de "feios e malvados"? E depois ainda quer concorrer a presidência. Que horror.
Brasil-sil
Esqueci de falar...
E o pior é que eu não percebi a manipulação toda na época que eu morei nos EUA - a época do começo da guerra do Iraque. E pelo visto, o resto da população americana também não.
De novo, esse é um documentário que segue a linha esquerdista, o que prova que a fórmula de Michael Moore de mexer com a opinião pública dá muito certo e vai ser cada vez mais usada pelos anti-bush da vida (vide o filme ambiental de Al-Gore e o doc sobre Guantánamo Bay de Winterbottom).
O colega Fernando Duarte...
... correspondente do Globo em Londres, explica porque a situação dos latinos no Reino Unido não vai melhorar se não tiver a cooperação dos brasileiros, que continuam sem se misturar.
2.5.06
Orkut eh pra quem lembra...
Eu gosto do Orkut por causa disso: depois de um aniversário nada muito cheerful, entro lá e tem 60 mensagens de parabéns, a maioria de gente querida que eu nem imaginava que lembrava de mim. Quem dera poder dar uma festa e ver todo mundo aparecer. Quem sabe um dia.
1.5.06
Mallorca

Fomos pra Mallorca na época errada. Quer dizer, de acordo com as tradições, chegamos em Mallorca pelo menos 45 anos e duas semanas mais cedo. Os 45 anos são a diferença de idade entre nós e a maioria esmagadora dos turistas, e as duas semanas são o tempo que faltava pra temperatura subir o suficiente pra se deitar na praia de bikini. Não deu pra fazer isso até o último dia. Então entre ficar vagando no meio da terceira idade que dominava o hotel (ou será que ficamos hospedados num asilo de frente pro mar?), resolvemos alugar um carro e fugir pras montanhas. E foi a melhor decisão que podíamos ter tomado.
Não me entenda mal, Mallorca é uma ilha lindíssima e enorme - muito maior que Florianópolis. A água do mar é transparente, a areia da maioria das praias é branca, e as montanhas, nossa, as montanhas são de tirar o fôlego (literalmente - passei mal pelo menos duas vezes com a altura e o excesso de curvas). A comida é absurda (fiz como prometi: comi Paella TODO santo dia), a Sangria é doce, o povo é gente fina e educado - e eles não falam espanhol. Falam Mallorquín, um dialeto vindo do Catalão, que parece que lembra o francês uma hora, o espanhol em outra, mas não dá pra entender nada. Mas o entusiasmo durante as narrações dos jogos de futebol é parecido com o brasileiro, e já é suficiente (digo isso porque quase toda a noite assistimos o Barcelona jogar no barzinho).
E Mallorca, além de ser uma ilha para quem é mais velho ou já tem família, é uma ilha pra quem curte esporte. Ver aqueles centenas de ciclistas subindo e descendo praias e montanhas me deu até uma vergonha. Eu passando mal, sem ar, subindo as montanhas DE CARRO, enquanto os tiozinhos subiam DE BIKE, sem sequer alterar a respiração. Se essa viagem me ensinou alguma coisa, foi que eu preciso voltar a mexer, se eu quiser chegar na idade deles com a mesma disposição física.
As fotos e a história toda vai continuar aparecendo no fotolog. Qualquer coisa, vai lá.
25.4.06
Finito!
Ou quase. Entreguei ontem a primeira versão da monografia. Agora é esperar uma semana pelo feedback, alterar o que for preciso, encadernar e já era. Tava me sentindo meio culpada por ter ficado até as 4 da manhã dando os retoques finais, mas foi chegar na faculdade de manhã e pelo menos metade da minha sala tava na biblioteca, rodeados de livros e escrevendo. It felt good :P
*
Então amanhã to zarpando pra Palma de Mallorca. O tempo não está lá aquela maravilha de quente (22ºC), mas pelo menos vai ser um bom descanso. Só quero comer paella e tomar sangria na beira da praia.
**
Amanhã tô virando 2.4 - o tempo voa.
*
Então amanhã to zarpando pra Palma de Mallorca. O tempo não está lá aquela maravilha de quente (22ºC), mas pelo menos vai ser um bom descanso. Só quero comer paella e tomar sangria na beira da praia.
**
Amanhã tô virando 2.4 - o tempo voa.
20.4.06
Bored as hell
Jesus. Ainda bem que eu não vou fazer um mestrado logo na sequência. Duas semanas dentro de casa slaving away em cima dessa monografia e eu estou muito, MAS MUITO entediada. Escrever monografias é muito, mas muito chato.
18.4.06
Menos bundas, please.
Santa ironia. A sociedade britânica anda me afetando de maneira bastante intensa, parando pra pensar. Se eu fosse fazer uma retrospectiva e botar na balança a pessoa que eu era a três anos atrás e a pessoa que eu sou hoje, hmm, quanta diferença (a voz continua a mesma). De jovem libertária e desafiadora (a favor de drogas, sexo livre, 'tecnêra', all those things), ando me movendo gradualmente a uma posição mais, ahn, conservadora. Eu mesma ando surpresa com as minhas próprias opiniões.
Um exemplo? A história da semana passada sobre fundamentalistas islâmicos queimando cópias da Playboy em Jacarta. Não, não achei nada legal, até porque a Playboy da Indonésia não tem nem fotos de mulher pelada, mas me fez pensar na disparidade de padrões entre aqui e lá. Aqui nós somos inundados com imagens de mulheres peladas o tempo todo e em tudo que é lugar. Abre-se o jornal, lá estão elas. Ou melhor, nem precisa abrir. Jornais como o Daily Star e o Daily Sports estampam imagens de bundas e peitos em tamanhos desproporcionais na capa mesmo. Uma ida ao supermercado ou á um café, e dezenas de peitos e bundas nas capas das inúmeras lads mags (revistas masculinas) te recepcionam logo na entrada. Liga-se a TV e lá estão Jordan (na foto ali em cima) e Chantelle, dois dos ídolos maiores (e põe maior nisso) das adolescentes que imaginam que o tamanho do peito é diretamente proporcional ao sucesso profissional e inversamente proporcional ao tamanho do cérebro. Até nas livrarias, adivinha quem está em segundo lugar na lista dos livros mais vendidos? De novo a biografia (a segunda em menos de três anos) da 'abundante' Jordan, aka Katie Price, dessa vez contando sobre como é arrumar marido dentro de um reality show.
Vinda de um país onde toda propaganda de cerveja carrega bundas cada vez maiores e onde meninas sonham em entrar no Big Brother pra virar capa da Playboy ao sair do programa, eu não deveria estar incomodada com esse tipo de "liberalismo." Mas quando a rede de supermercados Sainsbury's anunciou que ia começar a cobrir as tais revistas masculinas com um filme plástico depois que clientes reclamaram do excesso de exposição de 'soft-porn', eu me peguei comemorando.
No site de debates do Guardian 'Comment is Free' , muita gente condenou a decisão e chamou isso de censura. Não é censura, é respeito ao espaço de quem não está afim de ser confrontado com imagens de "air-bags" ao ir comprar leite pro café da manhã . As revistas continuam lá, a venda pra quem quiser comprar, só não vão estar estar enfiadas na tua cara. Um leitor disse que qualquer mídia com teor sexual deveria estar disponível pra aqueles que "procuram" por elas ao invés de estarem expostas em prateleiras de lugares frequentados por crianças de 6 anos. Não poderia concordar mais. Se o sexo não estivesse tão exposto a ponto de virar banal hoje em dia, teríamos muito mais espaço pra outros assuntos mais relevantes e interessantes, e menos problemas de auto-estima.
E isso faz de mim uma senhora conservadora? Não sei. Mas sei que o Brasil bem que poderia começar a pensar no assunto também.
Vinda de um país onde toda propaganda de cerveja carrega bundas cada vez maiores e onde meninas sonham em entrar no Big Brother pra virar capa da Playboy ao sair do programa, eu não deveria estar incomodada com esse tipo de "liberalismo." Mas quando a rede de supermercados Sainsbury's anunciou que ia começar a cobrir as tais revistas masculinas com um filme plástico depois que clientes reclamaram do excesso de exposição de 'soft-porn', eu me peguei comemorando.
No site de debates do Guardian 'Comment is Free' , muita gente condenou a decisão e chamou isso de censura. Não é censura, é respeito ao espaço de quem não está afim de ser confrontado com imagens de "air-bags" ao ir comprar leite pro café da manhã . As revistas continuam lá, a venda pra quem quiser comprar, só não vão estar estar enfiadas na tua cara. Um leitor disse que qualquer mídia com teor sexual deveria estar disponível pra aqueles que "procuram" por elas ao invés de estarem expostas em prateleiras de lugares frequentados por crianças de 6 anos. Não poderia concordar mais. Se o sexo não estivesse tão exposto a ponto de virar banal hoje em dia, teríamos muito mais espaço pra outros assuntos mais relevantes e interessantes, e menos problemas de auto-estima.
E isso faz de mim uma senhora conservadora? Não sei. Mas sei que o Brasil bem que poderia começar a pensar no assunto também.
14.4.06
Preconceito?
Tá rolando uma briga bem interessante entre os jornais. O Guardian, no começo da semana, ficou mordido com a crítica que o The Sun fez ao príncipe William por ter se vestido de Chav numa festa de encerramento do primeiro termo do nobre no exército. "Chavs" , pra quem não sabe, são a representação mais baixa e repugnante da classe trabalhadora (ou pobre) britânica. Vivem vestidos de abrigos da Nike, ou qualquer outra marca esportiva famosa, não se separam de suas imitações baratas de bolsas Louis Vuitton e acessórios (principalmente bonés) da Burberry, e costumam empilhar correntes e brincos dourados no pescoço e nas orelhas. As mulheres normalmente colecionam piercings espalhados pelo rosto e costumam prender o cabelo num coque tão puxado que o rosto chega a esticar, enquanto os homens costumam colecionar tatuagens mal-acabadas. Ambos moram em apartamentos do governo (council houses), e costumam ter mais de 50% do já limitado vocabulário composto de palavrões. Não têm o hábito de estudar ou trabalhar, mas são especialistas em arrumar briga na saída do pub, fumar até cair os dentes, e produzir filhos (quanto mais melhor) antes dos 14 anos. São (minha definição) os sanguessugas do governo.
Pois bem, o The Sun insinuou, não, afirmou que era um absurdo o príncipe se rebaixar ao nível da escórgia nacional. O Guardian foi lá e disse que não entendeu como o tablóide teve coragem de publicar um artigo que ofende a maioria dos próprios leitores (o The Sun é o jornal mais vendido do país, e a leitura de cabeceira de classe proletária), e condenou a volta do "esnobismo", o hábito da classe privilegiada de rir da cara da classe mais baixa. Ontem, o The Times, rebateu a crítica do Guardian (que aliás, é um jornal com a linguagem menos acessível e o público mais alto-nível de todos), dizendo que absurdo mesmo era achar que os Chavs são produtos da própria sociedade e sentir pena de um grupo de pessoas que na verdade escolheu ser o que são - incetivados pelo próprio governo, que cobre o cidadão de benefícios mal o primeiro obstáculo aparece. O Times, que é um jornal de direita, anti-blair, terminou dizendo que, quer saber, tem que rir da cara deles mesmo - pra não chorar.
Achei ótimo. Da minha parte, sou a favor do argumento mais conservador do Times. Eu moro num bairro que tem metade da população composta de Chavs: é só dar uma passeadinha na high-street, a rua principal, e fica difícil não esbarrar em um dos inúmeros carrinhos de bebês sendo empurrados por meninas que mal saíram da puberdade, ou não ver grupos de moleques bebendo as 10 da manhã e acendendo cigarros dentro do ônibus, onde sabem que é proibido fumar. É impossível sentir pena deles, principalmente sabendo que esse é um grupo de pessoas que têm oportunidades que ninguém num país de terceiro mundo têm, e mesmo assim, escolhem tirar proveito só daquilo que os convém. Por isso a infinidade de filhos e a rejeição ao trabalho: pais desempregados recebem dinheiro do governo por tempo indeterminado.
O Reino Unido é um país que só prospera, com uma taxa de desemprego baixíssima, com escolas disponíveis pra todos: qualquer um, principalmente cidadãos, que quiser arrumar trabalho e estudo, consegue. Não é falta de oportunidades: é preguiça mesmo.
Sou anti-Chav total.
12.4.06
Banda nova
Não é a toa que eu ando meio desligada do mundinho eletrônico. O rock britânico anda, well, R-O-C-K-I-N-G. Sai uma banda melhor que a outra todo mês! Hoje mesmo de manhã tava lendo o jornal com a tv ligada no Channel 4 music e passa o vídeo dessa banda chamada The Fratellis . A música era Creepin' Up the Backstairs, e apesar de o som seguir a linha new-punk dos Artic Monkeys/Libertines/toda-a-nova-escola-indie-britânica, eu não consegui parar de mexer o pézinho. Eles estão juntos desde 2004, e pelo visto estão despontando pra fama só agora. O primeiro EP acabou de sair semana passada, mas seguindo a estratégia dos próprios Monkeys de gerar recomendações boca-a-boca até a mídia descobrir e cair em cima, os singles estão disponíveis no Myspace e no site da banda.
Fiz a minha parte: não é a toa que esse blog se chama Word of Mouth. :)
By the way, eles vão tocar dia 21 no KOKO em Camdem Town , na noite da revista NME. Achei que é meu dever comparecer na noite e comprei ingressos (por míseras 5 libras). Antes que eles fiquem famosos.
Fiz a minha parte: não é a toa que esse blog se chama Word of Mouth. :)
By the way, eles vão tocar dia 21 no KOKO em Camdem Town , na noite da revista NME. Achei que é meu dever comparecer na noite e comprei ingressos (por míseras 5 libras). Antes que eles fiquem famosos.
11.4.06
Deu no NY Times...
"Aproximadamente onze milhões dos mais de 15 milhões de usuários registrados no Orkut informam residir no Brasil – uma figura fantástica, dado que as estimativas dizem que apenas 12 milhões de brasileiros acessam a Internet de casa."
Hm. E quem disse que precisa ter Internet em casa pra estar no Orkut? Eu lembro que na minha penúltima ida ao Brasil em 2004, eu estava no supermercado comentando com um amigo a chamada de capa da Superinteressante sobre a mania do site, quando o menino do caixa levantou a cabeça e falou com olhos brilhando: "Vocês também tem Orkut? Entrem na comunidade de Balneário!"
Eu até tentei convidar uns gringos pra entrar, mas aqui o Orkut não bate o MySpace. Lá quase não tem brasileiro.
E isso que tem muito brazuca no Orkut que diz ser do Zaire ou do Nepal.
via No Mínimo.
Hm. E quem disse que precisa ter Internet em casa pra estar no Orkut? Eu lembro que na minha penúltima ida ao Brasil em 2004, eu estava no supermercado comentando com um amigo a chamada de capa da Superinteressante sobre a mania do site, quando o menino do caixa levantou a cabeça e falou com olhos brilhando: "Vocês também tem Orkut? Entrem na comunidade de Balneário!"
Eu até tentei convidar uns gringos pra entrar, mas aqui o Orkut não bate o MySpace. Lá quase não tem brasileiro.
E isso que tem muito brazuca no Orkut que diz ser do Zaire ou do Nepal.
via No Mínimo.
10.4.06
It's the First Day of the Rest of Your LIfe
Fim de semana meio aéreo, depois da rejeição. Por incrível que pareça, parece que a carta foi um chute no traseiro, mandando eu parar de olhar lá na frente e fazer o que tem que ser feito agora. Agora. Tenho duas semanas pra entregar o primeiro draft da monografia, que está pela metade e completamente out of focus. Á gota d'água foi passar a noite em claro, revirando na cama enquanto revirava a tese na cabeça. Acordei, entre mais um pouco em pânico e liguei pro meu orientador. Man, I can't fuck it up now, help me out. Não ajudou muito, só disse que eu devia relaxar e pensar nas evidências. Tudo é evidência. Good luck, see you in a fortnight. Don't fuck it up.
8.4.06
:/
Não deve existir uma coisa pior do que receber uma notícia ruim quando se está de ressaca. Acordar de manhã com a cabeça explodindo e achar uma carta no chão da porta da frente. Dor de cabeça em cima de dor de cabeça.
Pois bem, a LSE não me aceitou pra fazer o mestrado. Fui rejeitada. Segunda derrota do ano, e mal começou abril.
Nem estou assim chateada, na verdade. Eu sou acostumada a receber nãos o tempo todo. O problema é que pela primeira vez em anos eu não tenho um plano B. Na verdade o mestrado já era o plano B, o que significa que eu não tenho um plano C. Pela primeira vez em o que, 8 anos, eu não sei o que me aguarda no futuro. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, se vou, se fico, se faço ou não faço. Não é nem questão de fazer ou não: é questão de O QUE fazer e AONDE.
Meu futuro é um papel em branco. Sensação esquisita essa. Não sei se é ruim ou bom ainda.
Pois bem, a LSE não me aceitou pra fazer o mestrado. Fui rejeitada. Segunda derrota do ano, e mal começou abril.
Nem estou assim chateada, na verdade. Eu sou acostumada a receber nãos o tempo todo. O problema é que pela primeira vez em anos eu não tenho um plano B. Na verdade o mestrado já era o plano B, o que significa que eu não tenho um plano C. Pela primeira vez em o que, 8 anos, eu não sei o que me aguarda no futuro. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, se vou, se fico, se faço ou não faço. Não é nem questão de fazer ou não: é questão de O QUE fazer e AONDE.
Meu futuro é um papel em branco. Sensação esquisita essa. Não sei se é ruim ou bom ainda.
7.4.06
Quem disse que politica e techno nao se misturam? :P
Há! É por isso que eu acredito no poder da blogosfera: o professor de direito Glenn Reynolds , o blogueiro mais influente dos Estados Unidos (e provável que do mundo), o cara que ajudou na queda e renúncia de políticos (caso Trent Lott) e âncoras (caso Dan Rather da rede CBS) extremamente poderosos, é também, adivinhe só, produtor de techno . Em entrevista a revista Wired em 2004, ele fez uma lista dos sites que mais visitava, e entre portais de política e notícias, lá no meio tinha isso:
Mix magazine
www.mixmag.net
Most of my readers don't know I'm a dilettante techno musician . Mix keeps me up on what's happening in the UK club scene - new music, new DJs, what Rob Tissera likes for breakfast - plus I get a free CD with each issue.
Quem diria. Um dos maiores intelectuais do mundo político da atualidade lê a revista mais vassourada do mundo clubber - e ainda chama de "Mix". Muito interessante.
Mix magazine
www.mixmag.net
Most of my readers don't know I'm a dilettante techno musician . Mix keeps me up on what's happening in the UK club scene - new music, new DJs, what Rob Tissera likes for breakfast - plus I get a free CD with each issue.
Quem diria. Um dos maiores intelectuais do mundo político da atualidade lê a revista mais vassourada do mundo clubber - e ainda chama de "Mix". Muito interessante.
Ta' aberta a temporada...
...de planejamento de verão. Foi só a temperatura subir um pouquinho (13º C! woo-hoo!), já sai todo mundo pra rua de chinelos com aquele sorrisão na cara. E já começa as preparações pra temporada quente: passa tão rápido que o negócio é tentar aproveitar o máximo e encaixar o maior número de viagens/gigs/eventos/festivais/pic-nic-no-parque que der, senão quando ver, lá vem o céu cinzento de volta.
Eu resolvi começar a temporada mais cedo. Vou me jogar na ilha de Mallorca, na Espanha , pro meu aniversário fim do mês. Depois de terminar essa monografia, tô achando que eu vou merecer um breakzinho.
Eu resolvi começar a temporada mais cedo. Vou me jogar na ilha de Mallorca, na Espanha , pro meu aniversário fim do mês. Depois de terminar essa monografia, tô achando que eu vou merecer um breakzinho.
6.4.06
Club pra ingles ver
A DJ magazine dessa quinzena publicou a própria lista dos 50 clubs mais quentes do planeta (não saiu no site, uma pena). O Warung ficou em 19º lugar, caindo 16 posições desde novembro do ano passado quando a MixMag decidiu que o club itajaiense era o terceiro melhor do mundo. Não que a revista não decidisse puxar o saco do que pra mim é um dos clubs mais elitistas do mundo (R$ 200 de entrada em noite só com residentes no line-up, vai cagar) - saiu chamada na capa (Paraíso encontrado!) e matéria de duas páginas com o repórter contando as vantagens de ficar hospedado na mansão que Gustavo Conti divide com Leozinho, virando "caipRinhas" e babando na mulherada. Esse povo do Warung sabe mesmo como fazer um marketing pra inglês ver.
A lista da revista também não é lá muito confiável, anyway. 600 djs votaram nos clubs favoritos de cada, e ao ver que vinte dos cinquenta clubs escolhidos são britânicos, é de se perguntar se eles não andaram puxando a brasa pra sardinha deles. Certos lugares pra lá de cheesy como o KissdaFunk em Leeds e o Air de Birmingham, casa da festa blubber Godskitchen ficaram a frente do clubinho-cool Herbal, e a instituição parisiense que e' o Rex ficou em último. E no top 10, quatro são espanhóis véios de guerra (Amnésia, Pacha, Space, anyone?), e a santa trindade clubber ficou com a Fabric, o The End e a Turnmills, nessa ordem. Esse última categoria não chego a discordar - o The End continua sendo favoritíssimo pour moi, mais por causa da Trash nas segundas, e da Chew the Fat uma vez por mês.
Outro club brazuca que entrou pra lista foi o D-Edge paulista, em 34º, "por causa do mega-equalisador na parede."
A lista da revista também não é lá muito confiável, anyway. 600 djs votaram nos clubs favoritos de cada, e ao ver que vinte dos cinquenta clubs escolhidos são britânicos, é de se perguntar se eles não andaram puxando a brasa pra sardinha deles. Certos lugares pra lá de cheesy como o KissdaFunk em Leeds e o Air de Birmingham, casa da festa blubber Godskitchen ficaram a frente do clubinho-cool Herbal, e a instituição parisiense que e' o Rex ficou em último. E no top 10, quatro são espanhóis véios de guerra (Amnésia, Pacha, Space, anyone?), e a santa trindade clubber ficou com a Fabric, o The End e a Turnmills, nessa ordem. Esse última categoria não chego a discordar - o The End continua sendo favoritíssimo pour moi, mais por causa da Trash nas segundas, e da Chew the Fat uma vez por mês.
Outro club brazuca que entrou pra lista foi o D-Edge paulista, em 34º, "por causa do mega-equalisador na parede."
5.4.06
We Media em Londres
A segunda versão do fórum global We Media, sobre novas tecnologias no mundo da comunicação vai acontecer aqui, em maio. Vai reunir todos os grandes players da área no momento: blogueiros Americanos (incluindo Jeff Jarvis do Buzzmanchine, Dan Gillmor do Bayosphere e David Sifry do Technorati ) jornalistas e chefões das maiores empresas de mídia do mundo (BBC, Reuters, you name it), e vão discutir em dois dias todas os aspectos do mundo tecnológico que andam abalando o mundo jornalístico: blogs, podcasts, flickrs, gadgets, youtubes, e principalmente o uso de tudo isso pelo cidadão comum.
Imagine se eu já não fiquei com os dedos coçando aqui. Todos os caras que eu ando cobrindo na minha monografia vão estar lá ao vivo e em cores, e anda vão estar dando updates no meu tema. Pequeno porém: custa módicos $795 (mais ou menos £400) pra participar. Alguém aí se habilita a financiar uma pobre estudante a participar da conferência?
Adivinha quem e' esse figura da foto?
4.4.06
Fim de carreira
Ando me divertindo com a maneira que os jornais andam destruindo Sharon Stone e essa última tentativa desesperada da loira se firmar como sex-symbol-depois-de-véia em Instinto Selvagem 2. O Sunday Times foi particularmente impiedoso: não só disse que aos 48 Stone não está em forma pra alguém dessa idade, mas sim pra alguém com dinheiro pra fazer plástica, ainda chamou a moça de "uma imitação brilhosa, retocada, e levantada de uma deusa do sexo que não consegue mais ser sexy." Disse ainda que uma época eles chegaram a acreditar que a loira tinha talento, como em Casino. Hoje em dia, só dá mesmo é pra rir da cara da coitada.
Ui. Depois dessa eu enfiava uma faca no peito e me aposentava. :P
"And I Thank Yoooouuu....
... for bringuing me heeeeere, for showing me hoooooome..."

Ainda tá soando alto aqui o show do Depeche Mode de ontem a noite. Confesso que eu não estava arrancando os cabelos de empolgação - e a primeira vista o público também parecia não estar, de tão civilizado e uniforme que era - até o vocalista David Gaham arrancar a camisa e chacoalhar as tatuagens pelo palco enquanto cantava "Personal Jesus." Mas esse não foi o ápice do show, que foi bastante equilibrado entre hits clássicos e novidades. Pra mim, a melhor parte foi quando o guitarrista Martin Gore, de saia de couro e asas nas costas, pegou o microfone e cantou a lindíssima "Home" , do álbum Ultra de 97 (o momento da foto aí de cima, tirada com o celular). Aí eu até sentei, hipnotizada com a finesse da voz dele, pela letra da música e pelos beats super sexy. Não adianta, eu sou uma eterna sucker por melodia, baladeira no último (no sentido de gostar de "balada = música melódica", não de "balada = festa/noite"). Aliás, todos os momentos que o Gore assumiu os vocais foram mais memoráveis do que as investidas performáticas de Gaham.
O mais irônico foi que no fim das contas esse foi um show mais pra se assistir do que dançar. Além de o set list ter sido quase igualmente dividido entre hits de pista e baladas cheias de reflexões sobre o lado dark da vida, no palco os telões se posicionavam cada hora de uma maneira diferente, mostrando a banda em contexto com grafismos e imagens referentes a letra da música que tocava.
E Gaham, hm, só dava ele.
Bem bom.
Aliás, falando em show civilizado, explico: não só uma grande porcentagem da platéia já tinha passado ou estava beirando os 40 (Depeche Mode não é da minha época, menino!), mas também foram uns exemplos de educação. Quando todo mundo se levantou das cadeiras, e eu e a minha comparsa de 1 metro e meio Santie perdemos quase que a visão total do palco, um casal girafa perguntou se a gente não queria trocar de lugar com eles. Quando ainda assim não funcionou, dois funcionários viram nossa situação, chamaram a supervisora e conseguiram lugares pras duas nanicas na arquibancada, do lado do palco.
A educação britânica ainda me surpreende.

Ainda tá soando alto aqui o show do Depeche Mode de ontem a noite. Confesso que eu não estava arrancando os cabelos de empolgação - e a primeira vista o público também parecia não estar, de tão civilizado e uniforme que era - até o vocalista David Gaham arrancar a camisa e chacoalhar as tatuagens pelo palco enquanto cantava "Personal Jesus." Mas esse não foi o ápice do show, que foi bastante equilibrado entre hits clássicos e novidades. Pra mim, a melhor parte foi quando o guitarrista Martin Gore, de saia de couro e asas nas costas, pegou o microfone e cantou a lindíssima "Home" , do álbum Ultra de 97 (o momento da foto aí de cima, tirada com o celular). Aí eu até sentei, hipnotizada com a finesse da voz dele, pela letra da música e pelos beats super sexy. Não adianta, eu sou uma eterna sucker por melodia, baladeira no último (no sentido de gostar de "balada = música melódica", não de "balada = festa/noite"). Aliás, todos os momentos que o Gore assumiu os vocais foram mais memoráveis do que as investidas performáticas de Gaham.
O mais irônico foi que no fim das contas esse foi um show mais pra se assistir do que dançar. Além de o set list ter sido quase igualmente dividido entre hits de pista e baladas cheias de reflexões sobre o lado dark da vida, no palco os telões se posicionavam cada hora de uma maneira diferente, mostrando a banda em contexto com grafismos e imagens referentes a letra da música que tocava.
E Gaham, hm, só dava ele.
Bem bom.
Aliás, falando em show civilizado, explico: não só uma grande porcentagem da platéia já tinha passado ou estava beirando os 40 (Depeche Mode não é da minha época, menino!), mas também foram uns exemplos de educação. Quando todo mundo se levantou das cadeiras, e eu e a minha comparsa de 1 metro e meio Santie perdemos quase que a visão total do palco, um casal girafa perguntou se a gente não queria trocar de lugar com eles. Quando ainda assim não funcionou, dois funcionários viram nossa situação, chamaram a supervisora e conseguiram lugares pras duas nanicas na arquibancada, do lado do palco.
A educação britânica ainda me surpreende.
1.4.06
Ainda to com a pulga atras da orelha...
... com essa questão imigratória sendo debatida essa semana no Congresso Americano. Á primeira vista, acho bastante interessante a idéia do Presidente Bush de criar um programa de trabalho temporário que vá legalizar os mais de 11 milhões de imigrantes ilegais no país (acho que pela primeira vez na vida eu concordo com uma proposta vinda dele) - ainda que ao mesmo tempo planeje reforçar as bordas com o México. Por outro lado, é óbvio que isso está no interesse das mega-corporações de contratar trabalhadores por salários absurdamente módicos, fazendo o trabalho que Americanos não querem fazer, e do governo de embolsar as taxas que esse povo todo deixa de pagar.
Não sei direito ainda até que ponto isso vai trazer benefícios ou consequências a longo prazo e para qual dos lados. Sei que a proposta de legalizar é infinitamente melhor do que criminalizar imigrantes sem papéis como alguns republicanos querem - os que não param pra pensar que se isso acontecer, a economia Americana desaba. E pelo menos isso vai acabar com o medo generalizado que assola a vida dos ilegais. Quando morei nos EUA, eu convivi com dezenas de brasileiros e latinos em geral que viviam em constante alerta, estagnados em sub-empregos em condições desumanas, sendo mal-tratados e engolindo porque não tinham a liberdade de sair e procurar outro lugar mais decente. Tinham que dar graças a deus de ter achado alguém que os desse algum trabalho e não se importasse com os documentos falsos, por mais que os horários fossem absurdos e o salário insignificante. Isso sim tem que acabar.
Não sei direito ainda até que ponto isso vai trazer benefícios ou consequências a longo prazo e para qual dos lados. Sei que a proposta de legalizar é infinitamente melhor do que criminalizar imigrantes sem papéis como alguns republicanos querem - os que não param pra pensar que se isso acontecer, a economia Americana desaba. E pelo menos isso vai acabar com o medo generalizado que assola a vida dos ilegais. Quando morei nos EUA, eu convivi com dezenas de brasileiros e latinos em geral que viviam em constante alerta, estagnados em sub-empregos em condições desumanas, sendo mal-tratados e engolindo porque não tinham a liberdade de sair e procurar outro lugar mais decente. Tinham que dar graças a deus de ter achado alguém que os desse algum trabalho e não se importasse com os documentos falsos, por mais que os horários fossem absurdos e o salário insignificante. Isso sim tem que acabar.
Brasileiro tem em tudo que e' canto...
... ate' no espaço . E não é que o Coronel Marcos Pontes aportou mesmo na Estação Espacial Internacional? E ainda levou uma bandeira do Brasil e uma camiseta da seleção - pra ajudar o Brasil a ganhar a copa. Heh.
Transamerica
Acabei de chegar do meu cinema favorito, o Greenwich Picture House. Nessa época onde tudo é massificado e corporativo, é ótimo ter cinemas locais e independentes, com uma programação mais autônoma. Lá sempre rola sessões vespertinas de filmes antigos (de Breakfast at Tiffany's a Back to the Future), e vez ou outra rola festivais temáticos e open-session com diretores. Bato cartão quase toda semana.
Vi Transamerica, o filme onde a desperate housewife Felicity Huffman encarna um transexual que descobre ser pai de um adolescente uma semana antes de se submeter a uma operação de mudança de sexo. A história é ótima, sem apelar um minuto pro lado melodramático, e cheia dos momentos hilários sem cair no clichê gay. Aliás, por mais que o filme repita a fórmula de road trip gay (Priscilla, Wong Foo), esse não é um filme sobre sexualidade como é sobre família e aceitação. E por mais que eu ache que a voz de Huffman não convence como sendo masculina, todo o resto estava impecável: os trejeitos, os costumes, a fachada. Achei bem bom.
31.3.06
Quem tem boca vai a roma...
... ou pelo menos vira repórter. Li a história desse estudante de jornalismo com uma certa ponta de remorso: como ele, tive pelo menos três grandes oportunidades de ter vendido histórias de cacife (dois ataques terroristas - um em Londres em julho passado e outro no Egito em agosto, mais a morte de Jean Charles de Menezes) e não o fiz. Até hoje não sei direito porque não mexi o traseiro e fui atrás. Consegui cobrir a visita da família Menezes a Londres e vender pra agência BR Press, mas ainda assim podia ter feito mais.
O problema é que ainda não sei se sirvo mesmo pra ser repórter. Gosto de escrever, opinar, estudar, analisar - mas não sei até que ponto gosto/tenho talento de ir pra rua caçar estórias.
Ainda bem que jornalismo não é só isso. Vá saber o que o futuro me aguarda.
O problema é que ainda não sei se sirvo mesmo pra ser repórter. Gosto de escrever, opinar, estudar, analisar - mas não sei até que ponto gosto/tenho talento de ir pra rua caçar estórias.
Ainda bem que jornalismo não é só isso. Vá saber o que o futuro me aguarda.
Consegui...
29.3.06
Argh, 2.
Soninha foi censurada. A Folha de S. Paulo, host do blog da vereadora, proibiu a moça de discutir sobre política lá. Pode qualquer coisa: música, futebol, o ar que se respira, mas política em si não. Por deus.
Que que adianta lutar por um país mais democrático e justo se a própria mídia brasileira é autoritária e anti-democrática? A Folha, como quase toda a mídia mainstream brasileira, deve estar é se borrando de medo de imaginar que o cidadão brasileiro possa começar a pensar.
"Vai que eles começam a entender o que a gente escreve aqui e passam a nos criticar?"
Argh.
Que que adianta lutar por um país mais democrático e justo se a própria mídia brasileira é autoritária e anti-democrática? A Folha, como quase toda a mídia mainstream brasileira, deve estar é se borrando de medo de imaginar que o cidadão brasileiro possa começar a pensar.
"Vai que eles começam a entender o que a gente escreve aqui e passam a nos criticar?"
Argh.
28.3.06
Argh.
Senta aí que baixou a véia reclamona aqui.
Tava passeando pelos fotologs hoje, e sempre acabo caindo naquela manezice que e' o Frito_Passa_Mal. Engraçado como o mundo dá voltas. Nas antigas, o povo underground sonhava que "o movimento" se popularizasse. Daí se popularizou, e hoje em dia rave e música eletrônica em geral é coisa de descabeçado, gente que passa mal todo fim de semana, gente que fica 24 horas por dia planejando a próxima balada, em outras palavras, gente chata. Posso estar generalizando, mas e' MUITO raro encontrar gente legal e interessante envolvida nesse meio - ou o povo parou no tempo e fica repetindo a mesma ladainha ano após ano, ou o povo e' deslumbrado. Gente brainless, como diz a minha amiga Isa.
Me fez lembrar que essa semana a comunidade brazuca aqui ainda em polvorosa: pelo menos uns 10 vieram me perguntar se eu não vou me jogar "no INFEQUITÉDGI na Brixton" - traduzindo: Infected Mushroom vão tocar na Brixton Academy, os ídolos-mor do psy e referência máxima do típico brasileiro que vem passar um tempo em Londres atrás de balada. Isso quando não vai parar na Heaven , que costumava ser uma noite tradicional gay, e hoje é templo verde-amarelo. Eu não entendo como esse tipo de coisa acontece, como um monte de mané descobre uma balada, vira febre e estraga. A própria Nag Nag Nag, que antes era referência cool no mundo electro, hoje só dá pirulito-óculosescuro-nikeshocks-gentesuada-e-semcamisa-semordendo, gente que não fala uma palavra de inglês a não se "váibe" e "fullon". You get the picture.
Se eu frequentasse esses lugares ia ter fotos suficiente pra abrir um fotolog concorrente.
Tava passeando pelos fotologs hoje, e sempre acabo caindo naquela manezice que e' o Frito_Passa_Mal. Engraçado como o mundo dá voltas. Nas antigas, o povo underground sonhava que "o movimento" se popularizasse. Daí se popularizou, e hoje em dia rave e música eletrônica em geral é coisa de descabeçado, gente que passa mal todo fim de semana, gente que fica 24 horas por dia planejando a próxima balada, em outras palavras, gente chata. Posso estar generalizando, mas e' MUITO raro encontrar gente legal e interessante envolvida nesse meio - ou o povo parou no tempo e fica repetindo a mesma ladainha ano após ano, ou o povo e' deslumbrado. Gente brainless, como diz a minha amiga Isa.
Me fez lembrar que essa semana a comunidade brazuca aqui ainda em polvorosa: pelo menos uns 10 vieram me perguntar se eu não vou me jogar "no INFEQUITÉDGI na Brixton" - traduzindo: Infected Mushroom vão tocar na Brixton Academy, os ídolos-mor do psy e referência máxima do típico brasileiro que vem passar um tempo em Londres atrás de balada. Isso quando não vai parar na Heaven , que costumava ser uma noite tradicional gay, e hoje é templo verde-amarelo. Eu não entendo como esse tipo de coisa acontece, como um monte de mané descobre uma balada, vira febre e estraga. A própria Nag Nag Nag, que antes era referência cool no mundo electro, hoje só dá pirulito-óculosescuro-nikeshocks-gentesuada-e-semcamisa-semordendo, gente que não fala uma palavra de inglês a não se "váibe" e "fullon". You get the picture.
Se eu frequentasse esses lugares ia ter fotos suficiente pra abrir um fotolog concorrente.
26.3.06
More music, less talk
Agora que não tenho mais nada a fazer pra faculdade a não ser a monografia, resolvi ser mais ativa no lado cultural. Tanta coisa acontecendo de bom nessa cidade, e a preguiçosa aqui nunca vai em nada. Mas ontem botei duas coisas importantíssimas na agenda: comprei ingressos pro show do Radiohead , em maio, e do ,Massive Attack , em junho. E sem apelar pro Ebay ou os cambistas de Tottenham Court Road - acordei cedo e lutei na frente do computador assim que deram a largada. Aqui tem horário certo pra começar a vender ingressos na internet, normalmente ás 9 da manhã. A batalha é tão grande ás vezes que os sites não deixam comprar mais que dois e ainda assim, tem que comprar um de cada vez. E é questão de minutos pros ingressos esgotarem, ainda mais quando são shows mais exclusivos como esse do Radiohead, onde a banda vai road-test as músicas do álbum novo .
A do Massive Attack já vai ser parte de um festival no Hyde Park. Vai ser a primeira vez que vou num festival desde que cheguei - logo aqui, terra dos festivais. Parece que no dia também vão tocar Flaming Lips e Pharell, nada muito apetitoso - mas ver Massive Attack já vai ser uma realização, igual quando vi o último show do Orbital, uma das bandas da minha adolescência.
Tô pensando também em ir pra Love Parade em julho , outro sonho teenager. Foda é que com esse meu "desapego eletrônico" não vai ter muita graça como teria 5 anos atrás.
A do Massive Attack já vai ser parte de um festival no Hyde Park. Vai ser a primeira vez que vou num festival desde que cheguei - logo aqui, terra dos festivais. Parece que no dia também vão tocar Flaming Lips e Pharell, nada muito apetitoso - mas ver Massive Attack já vai ser uma realização, igual quando vi o último show do Orbital, uma das bandas da minha adolescência.
Tô pensando também em ir pra Love Parade em julho , outro sonho teenager. Foda é que com esse meu "desapego eletrônico" não vai ter muita graça como teria 5 anos atrás.
Dancinha da pizza, da impunidade, mensalista
Aposto que você também viu a cena que a deputada Ângela Guadagnin protagonizou no plenário essa semana, quando o colega João Magno foi absolvido no caso do mensalão. O foda não é saber que ela vai pagar caro por ter feito essa dancinha - foda é saber que ela certamente vai ser punida muito mais do que se tivesse sido uma dos deputados que receberam o dinheiro de Marcos Valério. Tem alguma coisa muita errada com o senso de julgamento dos brasileiros...
Se não viu ainda, vai lá .
24.3.06
Midia e democracia
Sou super fã do blog da Soninha . Acho o máximo que ela usa um blog pra cobrir assuntos e polêmicas que volta e meia acontecem dentro do plenário (e ela conta tudo que é bafón na íntegra), e ainda consegue gerar uma discussão em torno do assunto através do sistema de comentários. Muita gente que talvez não se interessaria por política acaba entrando no meio pelo tom acessível que ela usa - e claro, pela imagem jovem. Isso é o que eu chamo de mídia democrática.
(by the way, o que ela faz é exatamente o tema do minha monografia - por isso o interesse.)
Falando em mídia e democracia, Soninha anda defendo a idéia de que a mídia brasileira devia ser mais caruda e tomar suas devidas posições , em vez de deixar mensagens embutidas e confundir o público. Disse ela:
"Sim, eu sou do PT. E dou aos que me lêem a chance de avaliar o que escrevo sabendo disso. Dentro dos corretíssimos apelos por transparência nas próximas eleições, eu incluiria um: que a mídia explicitasse suas preferências, como a Carta Capital fez em 2002. Ou como a Folha fez, quando defendeu a cassação de José Dirceu. Que Roberto Civita, por exemplo, declarasse em editorial na Veja: “Alckmin é meu candidato a presidente, e José Serra ao governo do estado”. Não estou deduzindo, não. Eu sei. Fontes seguríssimas. "
Eu também sou super a favor de uma mídia mais partidária. Não tem nada de errado saber de que lado certas pessoas estão, desde que aja espaço pra todo mundo dar opinião de maneira justa (aqui na Inglaterra, as coisas acontecem assim: todo jornal é assumidamente de direita ou esquerda). O problema é que enquanto o sistema de educação no Brasil não ensinar os alunos a questionar o que são servidos - quase sempre empurrados - nunca vai existir democracia. Decorar pra passar na prova não ajuda ninguém, só faz com a que as pessoas tenham preguiça de pensar. A grande maioria dos brasileiros confia cegamente na grande mídia, e ainda tem aquela idéia de que "se saiu na Globo ou na Veja, só pode ser verdade." Nem sempre, meus caros, nem sempre. Se existisse mais diversificação, mais vozes com o mesmo tipo de projeção que certas companhias conseguem, talvez o Brasil fosse um lugar melhor pra se viver.
(by the way, o que ela faz é exatamente o tema do minha monografia - por isso o interesse.)
Falando em mídia e democracia, Soninha anda defendo a idéia de que a mídia brasileira devia ser mais caruda e tomar suas devidas posições , em vez de deixar mensagens embutidas e confundir o público. Disse ela:
"Sim, eu sou do PT. E dou aos que me lêem a chance de avaliar o que escrevo sabendo disso. Dentro dos corretíssimos apelos por transparência nas próximas eleições, eu incluiria um: que a mídia explicitasse suas preferências, como a Carta Capital fez em 2002. Ou como a Folha fez, quando defendeu a cassação de José Dirceu. Que Roberto Civita, por exemplo, declarasse em editorial na Veja: “Alckmin é meu candidato a presidente, e José Serra ao governo do estado”. Não estou deduzindo, não. Eu sei. Fontes seguríssimas. "
Eu também sou super a favor de uma mídia mais partidária. Não tem nada de errado saber de que lado certas pessoas estão, desde que aja espaço pra todo mundo dar opinião de maneira justa (aqui na Inglaterra, as coisas acontecem assim: todo jornal é assumidamente de direita ou esquerda). O problema é que enquanto o sistema de educação no Brasil não ensinar os alunos a questionar o que são servidos - quase sempre empurrados - nunca vai existir democracia. Decorar pra passar na prova não ajuda ninguém, só faz com a que as pessoas tenham preguiça de pensar. A grande maioria dos brasileiros confia cegamente na grande mídia, e ainda tem aquela idéia de que "se saiu na Globo ou na Veja, só pode ser verdade." Nem sempre, meus caros, nem sempre. Se existisse mais diversificação, mais vozes com o mesmo tipo de projeção que certas companhias conseguem, talvez o Brasil fosse um lugar melhor pra se viver.
23.3.06
Diario da Campanha - Resultado
Well, obviamente não fui eleita. Inocente da minha parte pensar que qualquer tentativa de falar sobre política numa universidade de artes, aonde o egocentrismo prevalece acima de tudo, ia fazer alguma diferença. No fim das contas, os candidatos mais populares (leia-se que estavam a mais tempo na universidade, e do sexo masculino), e menos qualificados, levaram a maioria dos votos.
Mesmo eu tendo passado o dia de ontem inteiro no café da minha faculdade tirando vantagem da conexão wireless pra conseguir votos na hora (e mesmo eu tendo comprado uma porrada de votos com chocolate :P) , não funcionou. Rolou até agressão por parte das amigas do meu adversário maior, me chamando de "fucking foreigner." Oh, well. Eu sabia que, sendo uma estrangeira tentando roubar emprego de britânico, ia dar nisso.
Na verdade, eu já tinha noção de que minhas chances eram pequenas, e eu fiquei de boa na hora que saiu os resultado - fui até dar um abraço no vencedor, que quase se debulhou em lágrimas pedindo desculpas pela agressão. Segundo ele, eu já era uma vencedora por ter aparecido do nada (quando todos os candidatos estavam envolvidos com o grêmio de alguma maneira no passado), feito uma campanha enorme e dado minha cara pra bater num país que não é o meu. Ok, aceito suas desculpas.
Mas por mais que eu esteja satisfeita comigo mesma por ter batalhado até o último minuto, mesmo não tendo vencido, eu ainda fiquei com a pulga atrás da orelha com um fator que contribuiu pra definir quem venceu: foram todos homens (a não ser nas posições onde só tinha mulher concorrendo). Meu pai disse no telefone 'Thais, pode ter certeza que mulher nenhuma vai votar em você." Meu namorado disse "Claro que eles ganharam, universidade de artes só tem mulher." No caso da posição pra presidente, foi até ridículo: as duas meninas concorrendo junto com o menino tinha um portfolio muito mais impressionante, uma tendo estudado política e a outra tendo trabalhando pra união desde o começo da faculdade. Não, mas quem ganhou foi o "dude", o bonitón descerebrado que faz a recepção das calouras todo ano uma experiência inesquecível. Na minha categoria foi ridículo: o menino estava claramente atrás do dinheiro, e na equipe dele só tinha mulheres - e foram elas as barraqueiras, as que vieram comprar briga comigo como se eu tivesse querendo "roubar o homem" delas. Medo.
Chega a ser revoltante. Quando contei isso pro meu pai ontem, ele disse: "Thais, não existe nenhuma mulher em cargo de diretoria aonde eu trabalho - por mais que elas sejam qualificadas. Homens tendem a ser mais solidários um com o outro e a gente acaba se ajudando, mulher não. Elas tem ciúme umas das outras, preferem criar obstáculos e dar suporte prum homem na mesma posição."
No fim, todo mundo sai perdendo. As mulheres mais do que homens - como sempre. Triste isso.
Mesmo eu tendo passado o dia de ontem inteiro no café da minha faculdade tirando vantagem da conexão wireless pra conseguir votos na hora (e mesmo eu tendo comprado uma porrada de votos com chocolate :P) , não funcionou. Rolou até agressão por parte das amigas do meu adversário maior, me chamando de "fucking foreigner." Oh, well. Eu sabia que, sendo uma estrangeira tentando roubar emprego de britânico, ia dar nisso.
Na verdade, eu já tinha noção de que minhas chances eram pequenas, e eu fiquei de boa na hora que saiu os resultado - fui até dar um abraço no vencedor, que quase se debulhou em lágrimas pedindo desculpas pela agressão. Segundo ele, eu já era uma vencedora por ter aparecido do nada (quando todos os candidatos estavam envolvidos com o grêmio de alguma maneira no passado), feito uma campanha enorme e dado minha cara pra bater num país que não é o meu. Ok, aceito suas desculpas.
Mas por mais que eu esteja satisfeita comigo mesma por ter batalhado até o último minuto, mesmo não tendo vencido, eu ainda fiquei com a pulga atrás da orelha com um fator que contribuiu pra definir quem venceu: foram todos homens (a não ser nas posições onde só tinha mulher concorrendo). Meu pai disse no telefone 'Thais, pode ter certeza que mulher nenhuma vai votar em você." Meu namorado disse "Claro que eles ganharam, universidade de artes só tem mulher." No caso da posição pra presidente, foi até ridículo: as duas meninas concorrendo junto com o menino tinha um portfolio muito mais impressionante, uma tendo estudado política e a outra tendo trabalhando pra união desde o começo da faculdade. Não, mas quem ganhou foi o "dude", o bonitón descerebrado que faz a recepção das calouras todo ano uma experiência inesquecível. Na minha categoria foi ridículo: o menino estava claramente atrás do dinheiro, e na equipe dele só tinha mulheres - e foram elas as barraqueiras, as que vieram comprar briga comigo como se eu tivesse querendo "roubar o homem" delas. Medo.
Chega a ser revoltante. Quando contei isso pro meu pai ontem, ele disse: "Thais, não existe nenhuma mulher em cargo de diretoria aonde eu trabalho - por mais que elas sejam qualificadas. Homens tendem a ser mais solidários um com o outro e a gente acaba se ajudando, mulher não. Elas tem ciúme umas das outras, preferem criar obstáculos e dar suporte prum homem na mesma posição."
No fim, todo mundo sai perdendo. As mulheres mais do que homens - como sempre. Triste isso.
20.3.06
Diario da Campanha - continua...

E eu achando que ter espalhado cartazes pela universidade foi suficiente. Foi nada. Hoje, primeiro dia da eleição, a competição foi tão fierce que teve até bate-boca. Entre eu e uma amiga de um adversário, que até então estava fazendo campanha de maneira justa. Mas no fim do dia, o meu campus (nosso, na verdade - três dos meus concorrentes estudam no meu campus), estava entupido de cartazes, banners, balões, camisetas... e tudo da concorrência! Sem contar a paródia que fizeram do meu próprio cartaz, colando a cabeça de uma candidata no meu corpo e escrevendo coisas esquisitas em volta.
Minha tática de enviar email usando a database da universidade também não funcionou da melhor maneira: recebi pelo menos meia-dúzia de hate mails mandando eu praquele lugar (o que segundo meu pai é um ótimo resultado, considerando que eu enviei mais de 3 mil emails).
A pressão é absurda, mais do que eu esperava que fosse ser. O negócio vai ser mudar de tática, sair do meu campus e tentar conseguir votos nos outros.
Tem ainda mais dois dias de votação, e eu sinceramente, não vejo a hora disso tudo acabar.
19.3.06
To colaborando...
com o Vida Eletronika, o blog do IFI sobre, ahm, vida no mundo da música eletrônica. Vai lá depois.
que emprego o que...
Esse tipo de coisa só acontece no Primeiro Mundo: essa semana estudantes franceses organizaram uma série de protestos violentos contra uma lei que vai garantir o primeiro emprego a jovens de 18 a 26 anos. A lei não garante estabilidade, o que significa que o empregador pode despedir o contratado a qualquer momento dentro de um período de dois anos - e foi isso que pegou no calo dos estudantes. Por mais que ande super difícil arrumar emprego nessa faixa etária, pra eles é melhor ficar desempregado do que viver dois anos com a perspectiva de ser demitido a qualquer minuto.
Imagine se num país sub-desenvolvido o povo ia reclamar.
Uma semana depois...
Oxi. Essa semana achei que eu ia ter um colapso. Mental, físico, psicológico. É sempre assim nessa época do ano, uma correria fenomenal durante os primeiros meses do ano. Aí passa meu aniversário final de abril e bam!, 4 meses de férias. Na verdade, férias não né, que eu acabo trabalhando full-time o verão todo, dando uma viajadinha ou outra no final de semana pra relaxar.
Anyway, missão cumprida. Minha cara está pendurada nas paredes da universidade inteira, sem excessão. Todos os 14 campus/sedes. Não consegui mandar os 10 mil emails que eu estava planejando, mas consegui enviar pelo menos uns 100 pros alunos que eu conheci pessoalmente pedindo votos (e eu nem tinha percebido como eu conheco bastantinho de gente até... logo eu que fui anti-social por quase todo os dois primeiros anos).
Não consegui dormir direito pelas quatro noites desde que Nick, meu gato mais velho, ficou doente. Foram três idas ao veterinário, várias libras deixadas por lá e muito choro de madrugada por parte do Quincas, meu gato mais novo que sentia falta do irmão mais velho. Uma experiência que me fez lembrar porque eu vou continuar adiando ter filhos o máximo que eu puder.
Não consegui também planejar o aniversário do namorido de maneira decente na terça-feira. Não consegui nem comprar um presente, o que deixou o moço deveras chateado. Mas consegui bookar uma mesa num bar de jazz no soho, em cima da hora, e como não tinha quase ninguém no lugar, a banda acabou tocando quase que exclusivamente pro aniversariante.
Não consegui também aumentar o número de palavras na minha monografia de maneira considerável. Mas pelo menos consegui marcar uma reunião com meu orientador em cima da hora, e pela primeira vez desde que começamos a discutir o assunto, ele conseguiu me dar um conselho que prestasse. Uma conquista vindo de um professor que não usa email e não sabe mexer num celular - e a minha monografia é sobre tecnologia.
No fim das contas, não consegui fazer uma dezena de coisas, mas consegui dar um jeitenho e chegar no final da semana quebrada mas com sensação de dever cumprido.
Agora dá licença que eu vou ali curtir o começo do meu domingo. Eu avisei que domingo era o meu dia favorito da semana.
Anyway, missão cumprida. Minha cara está pendurada nas paredes da universidade inteira, sem excessão. Todos os 14 campus/sedes. Não consegui mandar os 10 mil emails que eu estava planejando, mas consegui enviar pelo menos uns 100 pros alunos que eu conheci pessoalmente pedindo votos (e eu nem tinha percebido como eu conheco bastantinho de gente até... logo eu que fui anti-social por quase todo os dois primeiros anos).
Não consegui dormir direito pelas quatro noites desde que Nick, meu gato mais velho, ficou doente. Foram três idas ao veterinário, várias libras deixadas por lá e muito choro de madrugada por parte do Quincas, meu gato mais novo que sentia falta do irmão mais velho. Uma experiência que me fez lembrar porque eu vou continuar adiando ter filhos o máximo que eu puder.
Não consegui também planejar o aniversário do namorido de maneira decente na terça-feira. Não consegui nem comprar um presente, o que deixou o moço deveras chateado. Mas consegui bookar uma mesa num bar de jazz no soho, em cima da hora, e como não tinha quase ninguém no lugar, a banda acabou tocando quase que exclusivamente pro aniversariante.
Não consegui também aumentar o número de palavras na minha monografia de maneira considerável. Mas pelo menos consegui marcar uma reunião com meu orientador em cima da hora, e pela primeira vez desde que começamos a discutir o assunto, ele conseguiu me dar um conselho que prestasse. Uma conquista vindo de um professor que não usa email e não sabe mexer num celular - e a minha monografia é sobre tecnologia.
No fim das contas, não consegui fazer uma dezena de coisas, mas consegui dar um jeitenho e chegar no final da semana quebrada mas com sensação de dever cumprido.
Agora dá licença que eu vou ali curtir o começo do meu domingo. Eu avisei que domingo era o meu dia favorito da semana.
12.3.06
Marisa de volta!
Finalmente! Essa foi a melhor notícia do domingo: depois de 6 anos sem lançar nada, a minha diva brazuca favorita, Marisa Monte, voltou ! E compensando o atraso, esta' lançando não um, mas DOIS discos: "Universo ao meu Redor" e "Infinito Particular" um mais focado em samba de raiz e outro em bossa nova.
Bah, vou até dormir feliz depois dessa. As músicas dessa mulher serviram de trilha sonora pra alguns dos momentos mais felizes e marcantes da minha vida. Não ouvi nada dos discos novos ainda, mas tenho certeza que ela não vai me decepcionar. Nunca decepcionou.
Relendo...
o meu outro blog antigo, o Clouds , (ando com mania de reler coisas antigas), encontrei esse post no dia 22 de Janeiro de 2005:
"esses dias tinha um anúncio espalhado pela universidade procurando voluntárias que topassem ser fotografadas durante o orgasmo para um projeto do curso de fotografia. Sei. No mínimo a idéia foi criada por um bando de geeks que não conseguem comer ninguém. Fiquei imaginando quem seria a ingênua que ia topar uma dessas, e de graça. Seria mais fácil contratar uma profissional."
No fim das contas, nenhuma menina topou participar do projeto, mas o tal aluno (Derek Mossop) acabou conseguindo reunir um número considerável de homens interessados em ser fotografados no auge do prazer. Eu até cobri o show pro jornal quando eu fui correspondente de arte.
O mais legal do show e' que se você não conhece o background das fotos, você não associa diretamente a imagem com sexo.
***
Aliás, ter sido correspondente/editora de arte do jornal foi um trabalho muito divertido, parando pra pensar. Eu que nunca fui muito próxima das artes visuais, tive oportunidade de conversar com muita gente criativa e interessante, gente apaixonada pelo que faz. Ta' certo que a maioria não batia bem da cabeça, mas hey, todo bom artista e' meio esquisitão também.
"esses dias tinha um anúncio espalhado pela universidade procurando voluntárias que topassem ser fotografadas durante o orgasmo para um projeto do curso de fotografia. Sei. No mínimo a idéia foi criada por um bando de geeks que não conseguem comer ninguém. Fiquei imaginando quem seria a ingênua que ia topar uma dessas, e de graça. Seria mais fácil contratar uma profissional."
O mais legal do show e' que se você não conhece o background das fotos, você não associa diretamente a imagem com sexo.
***
Aliás, ter sido correspondente/editora de arte do jornal foi um trabalho muito divertido, parando pra pensar. Eu que nunca fui muito próxima das artes visuais, tive oportunidade de conversar com muita gente criativa e interessante, gente apaixonada pelo que faz. Ta' certo que a maioria não batia bem da cabeça, mas hey, todo bom artista e' meio esquisitão também.
Mais cinema politico...
... essa semana. Sexta assisti Syriana , o segundo ataque ao governo americano vindo do bonitón George Clooney. Filme meio complicado pelo número grande de personagens envolvidos na história e pela edição, mas interessante all the same por expôr a corrupção dos gigantes do petróleo nos Estados Unidos e no Oriente Médio. Nada que todos nós já não sabemos, mas é ótimo saber que algum poderoso de Hollywood tem balls pra usar a própria influência e fazer alguma diferença.
**
Falando em fazer diferença, tá virando moda por aqui virar Green: reciclar, usar energia renovável, comer comida orgânica produzida localmente, andar de bike em vez de carro. Coisas que qualquer um adotaria se o preço de tudo isso não fosse alto demais. Pra salvar o planeta hoje em dia precisa ter tempo e dinheiro.
**
Domingo virou o meu dia favorito da semana. O único dia que eu posso fazer companhia pros gatos no sofá o dia todo, e sem culpa.
9.3.06
Diário da Campanha
Nossa. Tô absolutamente e-xaus-ta. Passada. Dois dias sem comer ou dormir direito porque acumulou tudo. Além de ter que preparar a publicidade da campanha (nada sofisticado, óbvio - campanha de estudante é tosquera, na base do xerox), ainda tive uns últimos trabalhos pra entregar e assuntos da casa pra resolver. Aí hoje foi o primeiro dia rodando a universidade colando cartaz. Pendurei mais de 100 pôsters e 200 flyers em 4 das 14 sedes. Foi cansativo pra caralho, mas o legal foi andar de mini-bus pelo lado oeste da cidade - o lado chic, em outras palavras - um lado que eu frequento muito raramente. É incrível como andando de trem e metrô, fazendo sempre o mesmo caminho, você acaba esquencendo como a cidade é incrivelmente grande e interessante.
++
Aí passando na frente do Buckingham Palace, levo um susto: tinha dezenas de bandeiras do Brasil hasteadas junto com as Britânicas na avenida que leva ao palácio. Soltei uns "oh my god!" no meio do ônibus e assustei metade do grupo até lembrar que o Lula estava visitando o país essa semana. Incrível como o verdão da bandeira é capaz de despertar até o mais alienado dos patriotas.
++
O mais engraçado é os jornais chamarem Lula de "President Luís da Silva". Quem?
++
Hoje passou na canal 4 o documentário-drama novo do Michael Winterbottom, The Road to Guantanamo - a primeira vez que vejo um filme sair antes na TV pra sair nos cinemas um dia depois. É a história do famoso Tipton Three, os três britânicos azarados que foram ao um casamento no Pakitstão e acabaram enjaulados pelos Americanos na prisão mais polêmica do mundo em Guantanamo Bay, Cuba. Eu estava cansada demais pra assistir qualquer coisa, mas catatônica no sofá, comecei a assistir por preguiça de mudar o canal. Terminei o filme de pé na frente da TV, revoltada, xingando o governo Americano de aberração pra baixo. É óbvio que a visão do Winterbottom é super partidária, esquerdista, michael moore style - mas não deixa de ser persuasivo e humano o apelo que ele faz pra que fechem imediatamente aquela prisão.
Tem que fechar.
Aliás, Winterbottom está mesmo revolucionando a distribuição cinematográfica. O filme também está disponível pra baixar na internet a partir de hoje .
++
Aí passando na frente do Buckingham Palace, levo um susto: tinha dezenas de bandeiras do Brasil hasteadas junto com as Britânicas na avenida que leva ao palácio. Soltei uns "oh my god!" no meio do ônibus e assustei metade do grupo até lembrar que o Lula estava visitando o país essa semana. Incrível como o verdão da bandeira é capaz de despertar até o mais alienado dos patriotas.
++
O mais engraçado é os jornais chamarem Lula de "President Luís da Silva". Quem?
++
Hoje passou na canal 4 o documentário-drama novo do Michael Winterbottom, The Road to Guantanamo - a primeira vez que vejo um filme sair antes na TV pra sair nos cinemas um dia depois. É a história do famoso Tipton Three, os três britânicos azarados que foram ao um casamento no Pakitstão e acabaram enjaulados pelos Americanos na prisão mais polêmica do mundo em Guantanamo Bay, Cuba. Eu estava cansada demais pra assistir qualquer coisa, mas catatônica no sofá, comecei a assistir por preguiça de mudar o canal. Terminei o filme de pé na frente da TV, revoltada, xingando o governo Americano de aberração pra baixo. É óbvio que a visão do Winterbottom é super partidária, esquerdista, michael moore style - mas não deixa de ser persuasivo e humano o apelo que ele faz pra que fechem imediatamente aquela prisão.
Tem que fechar.
Aliás, Winterbottom está mesmo revolucionando a distribuição cinematográfica. O filme também está disponível pra baixar na internet a partir de hoje .
8.3.06
7.3.06
Turismo realidade
Turista gringo que quiser conhecer o Rio e vivenciar a experiência completa agora vai poder se hospedar em hotéis dentro das favelas. Além de vista pro mar, o quarto na pensão da Tia Alzenira inclui vista pro lixo acumulando nas calçadas, pra tiazinha lavando roupa no tanque e para os moleques vendendo cocaína. Com o bônus de traficantes de chinelo Havaiana cumprimentando o "hóspede" na subida do morro.
Tudo por apenas 13 libras!
Tudo por apenas 13 libras!
Vai ser *duro*
A coisa, no fim das contas, vai ser bem maior e mais trabalhosa do que eu imaginava. Quatro pessoas, contando comigo, estão se canditatando pra vaga de acessor de mídia, e vamos ter duas semanas pra fazer uma campanha massiva. E quando eu digo massiva, eu ainda não tinha noção do tamanho até a hora da reunião. São 5 campus e 14 sedes de cada College. 17 mil alunos. Um mini-ônibus vai nos carregar durante 4 dias por todas as sedes da Universidade, pelos quatro cantos de Londres. Vão ter os temíveis question times, onde os alunos vão poder questionar nossas políticas e perguntar porque diabos eles precisam votar na gente. E em meio a essas duas semanas, eu ainda vou ter que achar tempo pra continuar a escrever a monografia. De madrugada, quem sabe. Se no final do mês eu não estiver arrancando os cabelos de cansaço, vai ser o maior achievement. E se eu for eleita, prometo a mim mesma que vou tirar pelo menos duas semanas de férias. Na Tailândia.
***
Mas eu ainda arrumo tempo pra ler bobagens por aí. Sabe aquelas máquinas que se compra refrigerante e salgadinhos nos corredores de empresas, escolas, e estações? Pois a partir desse mês aqui em Londres vai ser possível comprar acessórios e brinquedos sexuais nessas máquinas. Aham, vibradores e géléias térmicas, coisas do tipo. Mas pra privacidade do cliente, as máquinas vão ser instaladas nos banheiros de clubs, bares e até (juro) academias e salões de beleza.
Fiquei imaginando o tal do "cliente", juntando moedas no fim da noite depois de não ter pegado ninguém. E depois dizem que os britânicos são conservadores.
***
Mas eu ainda arrumo tempo pra ler bobagens por aí. Sabe aquelas máquinas que se compra refrigerante e salgadinhos nos corredores de empresas, escolas, e estações? Pois a partir desse mês aqui em Londres vai ser possível comprar acessórios e brinquedos sexuais nessas máquinas. Aham, vibradores e géléias térmicas, coisas do tipo. Mas pra privacidade do cliente, as máquinas vão ser instaladas nos banheiros de clubs, bares e até (juro) academias e salões de beleza.
Fiquei imaginando o tal do "cliente", juntando moedas no fim da noite depois de não ter pegado ninguém. E depois dizem que os britânicos são conservadores.
6.3.06
Governo Chines...
...proibe canais de tv de falar sobre o Oscar do diretor taiwanes Ang Lee. Aparentemente, a sociedade chinesa ainda nao esta' preparada pra lidar com homossexualidade e nenhum dos 1.300 cinemas no pais vao exibir o filme. Surreal.
Oscars e Eleições
Pela primeira vez em anos eu tive vontade de assistir a cerimonia da Academia, e acabou que nenhuma canal aberto britanico cobriu a premiacao live. Eu nao tenho tv a cabo, e nos canais freeview (BBC NEWS 24, Sky News) so' ia passar a cobertura as 9.30 da manha de hoje. Larguei de mao. Entrei no IMDB mesmo. Pra variar, decepção. Crash e Reese Witherspoon eram as ultimas das minhas apostas, e nao mereciam ganhar. Pelo menos George Clooney, Ang Lee e Phillip Seymour garantiram que um cinema mais 'cabeca' esta' prevalecendo sobre blockbusters endinheirados como War of the Worlds e King Kong.
Os Britanicos e' que tem motivo pra comemorar, pelo menos. Wallace & Grommit, The Chronicles of Narnia e Rachel Weisz eram favoritos nas categorias que concorriam, e se deram bem.
Agora, em fashion, que raios se passou pela cabeca da Charlize Theron pra usar aquele laço e-nor-me no ombro? This is the Oscars, my friend! Your pictures are gonna be remembered forever! E a frequentadora de carteirinha J-Lo parece que exagerou nas injecoes de Botox e no fake-tan esse ano. Que nem a Joan Rivers, a apresentadora do E!: ta' tao repuxada que se ela piscar e' capaz de abrir um rombo na testa.
Impecaveis mesmo estavam a Uma Thurman, Naomi Watts e Diane Kruger. Tao impecaveis que pareciam que estavam usando as tres o mesmo vestido em tom pastel. E a pobre Jennifer Aniston, boring como sempre, apareceu sozinha com a mesma cara, mesmo cabelo, mesmo vestido pretinho de anos. O maximo que ela ja' fez pra mudar foi deixar o cabelo sem escova. Nao e' a toa que Mr Pitt se jogou nos bracos do furacao Jolie. Devia ta' morrendo de tedio, o coitado.
***
Mas chega de fofoca. To nervosa. Hoje fecham as nomeações dos candidatos nas eleições da Universidade, e as 5.30pm vai ter um reuniao onde vao ser dadas as direções das campanhas. To curiosissima pra saber quantos se candidataram a minha posicao, e se tem algum outro concorrente estrangeiro como eu. Vao ser duas semanas de guerra. Deus, dai-me forças.
***
Ja' reparou que metade das palavras aqui tem acento e a outra metade nao, ne'? E' que eu fui descobrir esses dias que usando a tecla alt no mac os acentos aparecem, mas a verdade e' que depois de tanto tempo escrevendo assim fico na maior preguica de acentuar. I'll try to get used to it.
Os Britanicos e' que tem motivo pra comemorar, pelo menos. Wallace & Grommit, The Chronicles of Narnia e Rachel Weisz eram favoritos nas categorias que concorriam, e se deram bem.
Impecaveis mesmo estavam a Uma Thurman, Naomi Watts e Diane Kruger. Tao impecaveis que pareciam que estavam usando as tres o mesmo vestido em tom pastel. E a pobre Jennifer Aniston, boring como sempre, apareceu sozinha com a mesma cara, mesmo cabelo, mesmo vestido pretinho de anos. O maximo que ela ja' fez pra mudar foi deixar o cabelo sem escova. Nao e' a toa que Mr Pitt se jogou nos bracos do furacao Jolie. Devia ta' morrendo de tedio, o coitado.
***
Mas chega de fofoca. To nervosa. Hoje fecham as nomeações dos candidatos nas eleições da Universidade, e as 5.30pm vai ter um reuniao onde vao ser dadas as direções das campanhas. To curiosissima pra saber quantos se candidataram a minha posicao, e se tem algum outro concorrente estrangeiro como eu. Vao ser duas semanas de guerra. Deus, dai-me forças.
***
Ja' reparou que metade das palavras aqui tem acento e a outra metade nao, ne'? E' que eu fui descobrir esses dias que usando a tecla alt no mac os acentos aparecem, mas a verdade e' que depois de tanto tempo escrevendo assim fico na maior preguica de acentuar. I'll try to get used to it.
5.3.06
Corinne
Achei a trilha perfeita pra uma tarde de domingo como hoje, de ressaca e melancolia: Corinne Bailey Rae. Her voice is just adorable. To ouvindo pela oitava vez consecutiva "Like a Star." Pra ficar na cama ate' anoitecer de volta.
Vou ter que arrumar tickets pro show dela em abril.
Nas antigas..
andei relendo meus posts antigos no Vida em Pauta, meu primeiro blog, e achei esse post no dia 25.06.02 sobre um trabalho que eu estava fazendo sobre democratização da comunicação pra faculdade (na época, tava no primeiro ano de jornalismo numa particular de Curitiba):
"Eu podia falar que depois do advento dos blogues a comunicação passou a se tornar definitivamente democrática, pois todos agora tem o direito de escrever o que querem e todos tem o direito de ler o que querem. Mas é lógico que vai aparecer uma interrogação em cima da cabeça do meu professor no momento que ele ler o artigo, porque ele não deve ter a mais ínfima noção do que é um weblog. E aí ele vai escrever um comentário dizendo que o assunto é muito mais amplo do que a internet sequer imagina e que eu deveria me aprofundar mais, afinal, nem 1/3 da população mundial tem internet. (esse dado eu chutei. Não sei quantas pessoas no mundo acessam a internet)."
quem diria que 4 anos mais tarde, eu estaria escrevendo uma monografia sobre isso. E em inglês.
***
naquela época eu escrevia melhor em português. Eu era até engraçadinha.
"Eu podia falar que depois do advento dos blogues a comunicação passou a se tornar definitivamente democrática, pois todos agora tem o direito de escrever o que querem e todos tem o direito de ler o que querem. Mas é lógico que vai aparecer uma interrogação em cima da cabeça do meu professor no momento que ele ler o artigo, porque ele não deve ter a mais ínfima noção do que é um weblog. E aí ele vai escrever um comentário dizendo que o assunto é muito mais amplo do que a internet sequer imagina e que eu deveria me aprofundar mais, afinal, nem 1/3 da população mundial tem internet. (esse dado eu chutei. Não sei quantas pessoas no mundo acessam a internet)."
quem diria que 4 anos mais tarde, eu estaria escrevendo uma monografia sobre isso. E em inglês.
***
naquela época eu escrevia melhor em português. Eu era até engraçadinha.
4.3.06
Balneario = Ibiza ?
Eu tinha escrito em janeiro uma materia pra Jungle (que acabou engavetada por "falta de tempo pra revisar" :/) sobre como Balneario Camboriu estava virando uma especie de Ibiza brazuca, nao so' por causa dos clubs e do aparecimento em massa de djs gringos, mas por causa do Kiwi (foto) e do Galeras, quiosque-bares com DJs tocando a beira-mar na vizinha Praia Brava. So' que parece que esse foi o ultimo verao pra eles. A Justica Federal de Itajai' resolveu tirar todos os estabelecimentos comerciais da Praia Brava. Sera' que isso vai afetar o Warung, o tal do terceiro melhor club do planeta?
Technology Updates

Olha que lame que eu sou. Ano passado deve ter sido o ano que eu passei menos tempo na internet - entrava uma horinha por dia pra checar email, ler um ou outro jornal, e uma vez ou outra postar uma foto no fotolog. O que aconteceu foi que agora eu to percebendo o quanto alienada eu fiquei. Por exemplo, faz tempo que eu ouço falar das maravilhas da tecnologia RSS, que e' uma mao na roda pra jornalistas e bloggers em geral, e que nao da' pra viver sem hoje em dia. Mas eu nunca fui atras. E so' essa semana (!) eu li sobre isso num livro (!!) pra monografia, e instalei um RSS reader pra entender como funciona (!!!). E fiquei maravilhada! It's a TIME SAVER! TODOS os links que eu passei a visitar diariamente ficam ali arrumadinhos por categorias, e so' preciso clicar uma vez em cada pra checar os updates de cada um. Fiquei ate' emocionada. Informação mais rapido que isso nao deve existir. Ou existe?
+++
Outra descoberta foi esse programinha que eu posso usar pra postar no blog sem precisar entrar no site em si. Nao e' assim A descoberta, mas e' interessante - ate' porque dependendo do browser que se usa pra acessar o blog, as ferramentas mudam.
+++
Agora tambem to querendo me atualizar em tudo. Proximos planos inclui aprender a fazer filminhos pra postar por aqui, e produzir um podcast.
1.3.06
mais politica, menos tempo
Entao fica assim: por enquanto, esse blog vai ter (pelo menos a maioria dos) posts em portugues. Vou criar outro blog pra postar em ingles, porque fica trabalhoso demais traduzir o tempo todo - apesar de que manter dois blogs tambem nao e' mamata. Mas vou continuar fazendo o possivel pra encaixar esse em algum tipo de comunidade, pra gerar o tal do debate.
---
Falando em debate, fellow blogger Renan escreveu um post a favor do jornalismo opinativo bem interessante, parecido com coisas que tenho lido pra minha tese final. Sou a favor de menos objetividade, mais opiniao. Pelo menos as pessoas saem da inercia e abrem a boca, nem que seja pra mandar o outro parar de falar merda.
-----
E falando em nao dar tempo, alem de estar atrasada com a minha monografia, com textos pro jornal da faculdade e com o unico freelance pago que eu faco (uma newsletter corporativa pra staff da universidade), ainda inventei mais uma: vou me candidatar pro posto de acessora de midia e comunicacao do gremio estudantil. Vou ter que fazer campanha, com poster, santinho, e tudo. Viu que que da' comecar a estudar politica?
---
Falando em debate, fellow blogger Renan escreveu um post a favor do jornalismo opinativo bem interessante, parecido com coisas que tenho lido pra minha tese final. Sou a favor de menos objetividade, mais opiniao. Pelo menos as pessoas saem da inercia e abrem a boca, nem que seja pra mandar o outro parar de falar merda.
-----
E falando em nao dar tempo, alem de estar atrasada com a minha monografia, com textos pro jornal da faculdade e com o unico freelance pago que eu faco (uma newsletter corporativa pra staff da universidade), ainda inventei mais uma: vou me candidatar pro posto de acessora de midia e comunicacao do gremio estudantil. Vou ter que fazer campanha, com poster, santinho, e tudo. Viu que que da' comecar a estudar politica?
27.2.06
Ideias Novas
Faz algum tempo ja' que eu ando em cima do muro entre qual lingua usar pra escrever aqui. Alias, conversando com uma colega jornalista que tambem mora aqui, manter a fluencia nas duas linguas e' MUITO dificil. Nao e' so' conversar - escrever requer sofisticacao, ironia, apuro, sharpness. Desde que eu parei de ler em portugues regularmente, e meu idioma nativo passou a entrar em declinio - ao mesmo tempo que passei a desenvolver uma escrita mais apurada em ingles por causa da faculdade - varias vezes me veio a vontade de passar a escrever posts somente em ingles. Me parece mais rapido e facil - as vezes, em portugues tenho que pensar mais (e perder mais tempo) pra tentar achar a frase ou a palavra certa, e no fim o resultado deixa a desejar. A outra vantagem e' aumentar o trafego por essas bandas: posts em ingles aumentam as chances de trazer uma audiencia mais variada e internacional, e quem sabe, ate' criar debates (quem sabe? Blogs nao servem so' como diarios!). Por outro lado, quase 100% do povo que passa por aqui (de vez em quando) e' Brasileiro e nao fala ou le em ingles, e ai' as chances sao e' de que eu acabaria excluindo essa parte dos leitores. E tem outra: esse aqui por enquanto tem sido meu unico contato com a lingua-mae em termos de escrita, e se eu largar de mao, e' possivel que a coisa piore ainda mais. E sendo sincera, eu amo o som e a variedade da lingua dos colonizadores (oh god), e espero muito poder em breve recuperar a fluencia danificada. Mas por enquanto, a coisa nao vai funcionar direito enquanto eu nao me concentrar em um foco.
Alias, explico o tal do foco: desde que me enfiei numa pesquisa pra minha monografia (baseada no poder dos blogs), ando namorando a possibilidade de transformar esse blog numa ferramenta de comunicacao entre pessoas interessadas tanto no Brasil como no Reino Unido. A principio, o blog serviria como uma fonte de informacao pra ambos os lados, com curiosidades, ideias e assuntos que estao na midia de ambos e sao de interesse do publico. Sei que ainda nao tenho tempo suficiente pra manter o blog mais regularmente com posts diarios, mas aos poucos, dependendo do trafego , o projeto ganharia mais prioridade e variedade (podcasts, videoblogs, e galeria de imagens estao nos planos).
Tudo isso vem de uma vontade enorme de criar aquele senso de comunidade que o comeco da minha paixao pela internet trouxe: conheci muita gente legal atraves de listas de emails, salas de IRCs e forums, e era otimo ver todo mundo debatendo ideias e conversando em geral. Tem muita gente que mora fora do pais e sente vontade de discutir a experiencia de estar vendo o Brasil de outro angulo, ao mesmo tempo que tem muito estrangeiro interessado em saber como funciona a cabeca e o universo do Brasileiro. O blog viria como mais uma maneira de comecar uma conversa entre ambos,e o ingles serviria como uma lingua democratica pra ambos terem acesso a informacao.
E' isso. Aguardem cenas do proximo capitulo. E se alguem tem alguma coisa a dizer, por favor, sintam-se em casa e comentem.
Alias, explico o tal do foco: desde que me enfiei numa pesquisa pra minha monografia (baseada no poder dos blogs), ando namorando a possibilidade de transformar esse blog numa ferramenta de comunicacao entre pessoas interessadas tanto no Brasil como no Reino Unido. A principio, o blog serviria como uma fonte de informacao pra ambos os lados, com curiosidades, ideias e assuntos que estao na midia de ambos e sao de interesse do publico. Sei que ainda nao tenho tempo suficiente pra manter o blog mais regularmente com posts diarios, mas aos poucos, dependendo do trafego , o projeto ganharia mais prioridade e variedade (podcasts, videoblogs, e galeria de imagens estao nos planos).
Tudo isso vem de uma vontade enorme de criar aquele senso de comunidade que o comeco da minha paixao pela internet trouxe: conheci muita gente legal atraves de listas de emails, salas de IRCs e forums, e era otimo ver todo mundo debatendo ideias e conversando em geral. Tem muita gente que mora fora do pais e sente vontade de discutir a experiencia de estar vendo o Brasil de outro angulo, ao mesmo tempo que tem muito estrangeiro interessado em saber como funciona a cabeca e o universo do Brasileiro. O blog viria como mais uma maneira de comecar uma conversa entre ambos,e o ingles serviria como uma lingua democratica pra ambos terem acesso a informacao.
E' isso. Aguardem cenas do proximo capitulo. E se alguem tem alguma coisa a dizer, por favor, sintam-se em casa e comentem.
25.2.06
Ambition?

Acho que anda faltando um pouco de ambição na redação da Veja. Não esperaram nem a matéria da Time entrar no esquecimento coletivo e já botaram os tradutores da revista em ação. Sera' que e' a época de carnaval que faz os repórteres ter preguiça de trabalhar? Ou sera' que eles acham que Brasileiro nao lê em inglês?
23.2.06
books and languages
"Adora Svitak loves to read and write. Over the past 18 months she has had a 296-page book published and written 400 short stories and nearly 100 poems. Typing at 80 words a minute, she has produced 370,000 words while reading up to three books a day. The last novel she finished was Voltaire's Candide. Not bad for an eight-year-old."
Gosh. And I thought I was an avid reader. But hey, I had a huge pile of comic books when I was 6.
***
"Almost two in three Britons are unable to speak a language other than English, in effect the worst record in Europe."
Right. Like this is even news. Wouldn't want to know what the results of a research in America would be. From all my British colleagues (I don't think I actually have proper British friends), none of them ever thought about learning another language. It's always the same: "English is the most spoken language in the world! Why should I bother?" Funnily enough, most of my foreign friends are in the grips of learning a third or fourth language now. Yes, people, learning another language is fun!
ps: nevermind that I just dropped out of my weekly French class. Too many things in my head at the moment. But i promise I will compensate as soon as I hand in my bloody dissertation.
Gosh. And I thought I was an avid reader. But hey, I had a huge pile of comic books when I was 6.
***
"Almost two in three Britons are unable to speak a language other than English, in effect the worst record in Europe."
Right. Like this is even news. Wouldn't want to know what the results of a research in America would be. From all my British colleagues (I don't think I actually have proper British friends), none of them ever thought about learning another language. It's always the same: "English is the most spoken language in the world! Why should I bother?" Funnily enough, most of my foreign friends are in the grips of learning a third or fourth language now. Yes, people, learning another language is fun!
ps: nevermind that I just dropped out of my weekly French class. Too many things in my head at the moment. But i promise I will compensate as soon as I hand in my bloody dissertation.
21.2.06
we've got culture

As they say, you've got to be distant to understand the value of what belongs to you. Or that is how my life has been characterised so far. I've said that on my MA personal statement, and I see even better now how true this is after the Barbican decided to bring the Tropicália movement to its headquarters. Only by being away from home that I came to understand how rich and groundbreaking my own culture is. LCC News recently sent me there to review the exhibition, and frankly, I've felt ashamed that I, as a Brazilian citizen, born and bred in the tropical land itself, don't know much about my own culture. It took the British to teach me the importance of it. And I'm truly amazed at the artwork, the music, the philosophy behind it, the films. Last week I download the album Tropicália ou Panis et Circenses, and even though I practically know all the songs, for the first time I've enjoyed it and understood why they were important. I was wrong when I said Brazilians don't have any culture. We do. We just don't appreciate it.
15.2.06
2+1
Ontem, dois motivos pra comemorar:

1- Era Valentine's Day, o dia dos namorados, e esse coisinha fofinha ai' da foto foi o meu presente. O nome dele e' Quincas Borba. Desde o colegial que eu quero dar esse nome pra um bichinho de estimacao, e veio a oportunidade.
2- Foi aprovada a lei banindo o cigarro em qualquer espaco publico fechado, inclusive pubs, bares e clubs. Por mais que eu seja uma esporadica fumante social - e olhe la': do ano passado pra ca' consegui parar de fumar no bar da faculdade e no trampo, e ate' quando tomo uma ou outra taca de vinho - to achando o maximo poder entrar em um pub e nao sair no minuto seguinte com o cabelo fedendo. Lembro quando baixou a lei nos Estados Unidos; era surreal ir pra balada sem fumar e voltar com o o cheiro do perfume intacto. Aqui, so' vai entrar em vigor no verao de 2007, mas ate' la', aposto que muita gente vai estar se preparando pra largar o vicio. Vai ser uma mudanca enorme no comportamento do britanico, acostumado a tomar uma pint e fumar um ciggie nas horas de folga. Quero ver quem vai ter coragem de ficar saindo no frio toda hora pra acender um.
E um motivo pra se preocupar: enviei meus papeis pra graduate admissions da LSE. Agora e' sentar e rezar.

1- Era Valentine's Day, o dia dos namorados, e esse coisinha fofinha ai' da foto foi o meu presente. O nome dele e' Quincas Borba. Desde o colegial que eu quero dar esse nome pra um bichinho de estimacao, e veio a oportunidade.
2- Foi aprovada a lei banindo o cigarro em qualquer espaco publico fechado, inclusive pubs, bares e clubs. Por mais que eu seja uma esporadica fumante social - e olhe la': do ano passado pra ca' consegui parar de fumar no bar da faculdade e no trampo, e ate' quando tomo uma ou outra taca de vinho - to achando o maximo poder entrar em um pub e nao sair no minuto seguinte com o cabelo fedendo. Lembro quando baixou a lei nos Estados Unidos; era surreal ir pra balada sem fumar e voltar com o o cheiro do perfume intacto. Aqui, so' vai entrar em vigor no verao de 2007, mas ate' la', aposto que muita gente vai estar se preparando pra largar o vicio. Vai ser uma mudanca enorme no comportamento do britanico, acostumado a tomar uma pint e fumar um ciggie nas horas de folga. Quero ver quem vai ter coragem de ficar saindo no frio toda hora pra acender um.
E um motivo pra se preocupar: enviei meus papeis pra graduate admissions da LSE. Agora e' sentar e rezar.
11.2.06
The Graduate
Acho que nao comentei aqui, mas esse ta' sendo o ano da decisao. Eu me formo em julho e a pergunta que nao quer calar - e que todo mundo na face da terra resolveu ou ainda vai me perguntar - e' "e ai, o que voce vai fazer quando se formar?"
A resposta ainda e': nao sei.
Sao varias as possibilidades, e a ordem, por enquanto, ta' assim:
1. Fazer um mestrado direto na sequencia.
2. Tentar arrumar um emprego na area por aqui.
3. Ir pra Franca me aprofundar no idioma por um tempo.
4. Ir de volta pros USA acompanhar o namorado em uma possibilidade de emprego.
4. Voltar pro Brasil e tentar arrumar um emprego na area em SP.
5. Dar um jeito de arrumar o tal do passaporte europeu e assim ficar livre pra ir e vir.
Dentro de cada uma dessas possibilidades, tem outras tantas, mas e' melhor nao discutir os detalhes porque e' burocracia demais. No momento, to botando fe' mesmo e' nesse mestrado. So' falta escrever o tal do personal statement - que nao e' dificil, mas ter que analisar tua vida de tras pra frente pra justificar tua escolha e' algo que requer no minimo disposicao mental. E aja cabeca pra fazer uma retrospectiva a essa altura do campeonato...
A resposta ainda e': nao sei.
Sao varias as possibilidades, e a ordem, por enquanto, ta' assim:
1. Fazer um mestrado direto na sequencia.
2. Tentar arrumar um emprego na area por aqui.
3. Ir pra Franca me aprofundar no idioma por um tempo.
4. Ir de volta pros USA acompanhar o namorado em uma possibilidade de emprego.
4. Voltar pro Brasil e tentar arrumar um emprego na area em SP.
5. Dar um jeito de arrumar o tal do passaporte europeu e assim ficar livre pra ir e vir.
Dentro de cada uma dessas possibilidades, tem outras tantas, mas e' melhor nao discutir os detalhes porque e' burocracia demais. No momento, to botando fe' mesmo e' nesse mestrado. So' falta escrever o tal do personal statement - que nao e' dificil, mas ter que analisar tua vida de tras pra frente pra justificar tua escolha e' algo que requer no minimo disposicao mental. E aja cabeca pra fazer uma retrospectiva a essa altura do campeonato...
10.2.06
Esse Caetano e' hilario...
Tava dando uma rodada pelos blogs do povo do Globo (um exercicio de paciencia, mas tudo bem), quando achei isso no blog do Jorge Bastos Moreno: diz que o Caetano Veloso ficou furiosA quando saiu na IstoE' Gente que ele tava em Salvadore de mao dada com uma mina e ainda por cima, tomando banho no mar de cueca. Tanto foi a indignacao do cantor com a falta de cuidado da impressa colunista brasileira que ele foi la' e botou toda a raiva num email. Olha so' o que saiu:
"Fiquei chocado com a falsidade das
informações. Ali é dito que apareci de mãos dadas
com uma nova namorada no ensaio do Cortejo Afro, em
Salvador, que tomei banho de mar de cueca e que fui
levar presente para Iemanjá.[...]Não cheguei de mãos
dadas com ninguém àquele local. [...]Se eu tivesse uma
nova namorada e fosse com ela a um lugar público,
vocês teriam oportunidade de reunir evidências.
No dia seguinte, fui a uma praia
distante, com um grupo de amigos que não incluía a
moça em questão, usando uma sunga de jérsei
azul-rei, de marca Blue Man, com etiqueta na parte interna e
um bordado da marca no lado esquerdo da parte da
frente. É um sungão, não é uma cueca. Já fui à praia de
cueca centenas de vezes, nos anos 70. Iria de novo se
quisesse. Mas não o fiz em Salvador agora e detesto
ler que fiz o que não fiz. [...]
Tudo bem, eu sei que vocês vivem de entreter seus
leitores com histórias sobre pessoas famosas. E eu
sou famoso (e estava com alguns amigos célebres naquela
praia). Mas ao menos esperem histórias acontecerem.
Tenham respeito por mim. Tenho 63 anos e uma longa vida de
trabalho com música popular.
Caetano Veloso"
Que isso hein, colegas? Chequem seus fatos com mais exatidao.
:D
"Fiquei chocado com a falsidade das
informações. Ali é dito que apareci de mãos dadas
com uma nova namorada no ensaio do Cortejo Afro, em
Salvador, que tomei banho de mar de cueca e que fui
levar presente para Iemanjá.[...]Não cheguei de mãos
dadas com ninguém àquele local. [...]Se eu tivesse uma
nova namorada e fosse com ela a um lugar público,
vocês teriam oportunidade de reunir evidências.
No dia seguinte, fui a uma praia
distante, com um grupo de amigos que não incluía a
moça em questão, usando uma sunga de jérsei
azul-rei, de marca Blue Man, com etiqueta na parte interna e
um bordado da marca no lado esquerdo da parte da
frente. É um sungão, não é uma cueca. Já fui à praia de
cueca centenas de vezes, nos anos 70. Iria de novo se
quisesse. Mas não o fiz em Salvador agora e detesto
ler que fiz o que não fiz. [...]
Tudo bem, eu sei que vocês vivem de entreter seus
leitores com histórias sobre pessoas famosas. E eu
sou famoso (e estava com alguns amigos célebres naquela
praia). Mas ao menos esperem histórias acontecerem.
Tenham respeito por mim. Tenho 63 anos e uma longa vida de
trabalho com música popular.
Caetano Veloso"
Que isso hein, colegas? Chequem seus fatos com mais exatidao.
:D
Bollocks, but it's fun
Saiu uns reviews meus no site do jornal da facul. E uma materia sobre estudantes com filhos. So' pra quem le em ingles. :)
*
Outra indulgencia da minha parte: tem um revistinha em Balneario Camboriu chamada Up Pocket, que e' na verdade um mistura de coluna social dos modernos da area, mais materinhas de moda, musica e entretenimento. Eu, bem metida (e pensando na minha amiga Isa com quem eu vivo trocando fofoquinhas do mundo futil londrino), fui la' e perguntei se o dono, Coninck Jr, nao queria uma coluninha de moda direto de Londres. Topou. Tai' a minha primeira correspondencia internacional :PPPP
pena que a revista nao tem versao online. Mas quem sabe eu nao boto aqui o besteirol todo.
*
Outra indulgencia da minha parte: tem um revistinha em Balneario Camboriu chamada Up Pocket, que e' na verdade um mistura de coluna social dos modernos da area, mais materinhas de moda, musica e entretenimento. Eu, bem metida (e pensando na minha amiga Isa com quem eu vivo trocando fofoquinhas do mundo futil londrino), fui la' e perguntei se o dono, Coninck Jr, nao queria uma coluninha de moda direto de Londres. Topou. Tai' a minha primeira correspondencia internacional :PPPP
pena que a revista nao tem versao online. Mas quem sabe eu nao boto aqui o besteirol todo.
9.2.06
the sun shines...
Tem feitos dias maravilhosos de sol, acreditem ou nao. E o melhor, ja' ta' anoitecendo uma hora mais tarde, la pelas 5 e pouco. Incrivel como parece que a produtividade aumenta quando o sol nao so' brilha, como brilha por mais tempo.
Dai' tenho aproveitado pra tirar da gaveta um dos planos que eu tinha pra 2006: acordar mais cedo e caminhar. Eu moro num condominio de frente pro rio tamisa, cheio de espacos enormes pra se exercitar, parques, um pier, e uma vista linda (pro centro financeiro da cidade, mas ja' e' alguma coisa). Com o sol brilhando a toda, apesar do vento gelado, consegui ate' arrancar o maridon mais cedo da cama e arrastar ele pra caminhada. Ja' estamos no segundo dia e os planos sao comecar a correr. Vamos ver ate' quando isso vai durar.
***
Quando acho que as coisas na faculdade estao indo bem, aparece uma reuniao pra estragar todo meu entusiasmo. Parece que tenho escrito horrores, e nao vejo o menor resultado. Nao ter feedback e' uma merda. Como eu vou poder melhorar se eu nao sei o que os outros pensam do que eu escrevo?
***
Tem dias que eu estou super otimista em relacao a essa coisa toda de jornalismo. Tem dias que eu so' quero me enfiar num buraco e sumir.
***
Vi ontem The New World, o fime sobre a Pocahontas com o Colin Farel. Nao sei direito ainda o que eu achei. A falta de dialogos, o excesso de voiceovers, e a edicao meio jumpy fez o filme ser muito dificil de acompanhar. A sala apertada e a tela minuscula do Odeon em Wardour Street tambem nao ajudaram. Pelo menos umas 6 pessoas levantaram no meio do filme e sairam da sala. Mas o mais interessante e' que, por mais que eu quase tenha dormido half way through (eu tava tao cansada), certas partes do filme nao saem da minha cabeca. Foram varias as sequencias enigmaticas, onde nao ha' demostracoes tipicas de paixao entre os protagonistas (nao ha' uma cena de sexo, ou mesmo um beijo, entre Farel e Q'Orianka Kilcher - o nominho dificil) e apesar de eu gostar quando as coisas ficam subtendidas, achei que aqui ficou subtendido talvez um pouco demais, a ponto de as coisas ficarem meio sem sentido. Ou talvez eu deva assistir o filme de novo pra conseguir absorver todo o leque nao-transparente de emocoes que existem nesse filme.
Ponto positivo pra trilha sonora, though. Intrigante e por isso mesmo, excellente.
***
Tenho que voltar a pensar mais na minha monografia. Ou melhor, deixar de pensar, e comecar a escrever.
Dai' tenho aproveitado pra tirar da gaveta um dos planos que eu tinha pra 2006: acordar mais cedo e caminhar. Eu moro num condominio de frente pro rio tamisa, cheio de espacos enormes pra se exercitar, parques, um pier, e uma vista linda (pro centro financeiro da cidade, mas ja' e' alguma coisa). Com o sol brilhando a toda, apesar do vento gelado, consegui ate' arrancar o maridon mais cedo da cama e arrastar ele pra caminhada. Ja' estamos no segundo dia e os planos sao comecar a correr. Vamos ver ate' quando isso vai durar.
***
Quando acho que as coisas na faculdade estao indo bem, aparece uma reuniao pra estragar todo meu entusiasmo. Parece que tenho escrito horrores, e nao vejo o menor resultado. Nao ter feedback e' uma merda. Como eu vou poder melhorar se eu nao sei o que os outros pensam do que eu escrevo?
***
Tem dias que eu estou super otimista em relacao a essa coisa toda de jornalismo. Tem dias que eu so' quero me enfiar num buraco e sumir.
***
Ponto positivo pra trilha sonora, though. Intrigante e por isso mesmo, excellente.
***
Tenho que voltar a pensar mais na minha monografia. Ou melhor, deixar de pensar, e comecar a escrever.
7.2.06
vai virar guerra
E diz que sabado vai rolar duplo protesto em Trafalgar Square: de um lado, muculmanos em suporte do movimento Unite Against Islamophobia, e do outro, o que parece ser um grupo de aliados ao BNP, o partido britanico "branco", famoso pelas demosntracoes de xenofobia.
Claro, se e' que a policia metropolitana vai permitir isso.
No minimo, vai dar pra tirar otimas fotos.
Claro, se e' que a policia metropolitana vai permitir isso.
No minimo, vai dar pra tirar otimas fotos.
Ops

Looks like fellow Brazilian journo Rinat got herself into trouble. Her blog just became the target of flame comments after she made the unfortunate mistake of posting a picture of herself wearing a Hamas scarf, while covering the Palestinian elections. It wouldn't be so weird if she wasn't an Israeli jewish journalist...
Flags

O jornal The Guardian levantou uma questao bastante relevante a respeito da causa dos Cartoons Muculmanos: com todos esses protestos acontecendo nos paises do Oriente Medio, voce ja' se perguntou daonde e' que eles conseguiram tantas bandeiras da Dinamarca pra queimar em tao pouco tempo?
Nao e' possivel que as lojas de bandeiras em Jakarta tivessem centenas em estoque, so' em caso de a Dinamarca virar o foco de atencao dos protetos.
Mas e' possivel que os protestos nao tenham sido nada espontaneos, uh?
1.2.06
films, films, films
So far, so good.
Voltei super ativa pro jornal da facul, escrevendo horrores. O forte desse termo vao film reviews, pelo visto, porque tenho agendado uma serie de screenings de filmes coming up, com direito a comes e bebes e super soundsystem so' pra jornalista. Ah se eu ainda fosse remunerada... bom demais pra ser verdade.
Mas pelo menos tenho ido ao cinema 4 vezes por semana, e ate' agora, janeiro e fevereiro tiveram uma safra bastante decente. Jarhead, Brokeback Mountain, Proof (sou so' eu, ou parece que esse ano todos os filmes tem o boniton do Jake Gyllenhaal no casting?), Hidden, Good Night and Good Luck, Lady Vengeance.
Logico que sempre existem os lowlights: Shopgirl e Casanova poderiam ter passado despercebido.
Vou comecar a postar por aqui mesmo o que eu tiver escrito, ou pelo menos o link dos textos. Porque escrever duas resenhas do mesmo filme, uma em cada lingua, fica cansativo demais.
30.1.06
Back to Reality 200.6
Demorei ne'. Pra variar. E' que as ferias no Brasil foram taaao relax, tao brainless, que nem com a minha monografia eu me preocupei. Foi so' alegria: pai, mae, amigos queridos, praia, cerveja gelada, pescaria, dormidas na rede, pouca balada, e uma ida historica ao motel :) Passou voando, como sempre passa tudo que e' gostoso demais pra ser verdade, e here I am, de volta ao frio caotico de Londres.
Talvez tenha sido as ferias, talvez tenha sido a consciencia repentina de que esse talvez seja meu ultimo ano residindo na capital inglesa, mas voltei com a cabeca limpa e com vontade de fazer as coisas da maneira certa. Os ultimos meses de 2005 foram absolutamente shitty, e eu fiz uma promessa secreta pra mim mesma de que esse ano eu iria ficar de bem com a vida. Chega de mal-humor. To viajando de nao achar que essa e' a melhor epoca da minha vida.
Afinal, so' nessa cidade acontecem coisas que te fazem rir. Por exemplo, agora mesmo, sentadas aqui do lado na Borders, estao duas fans de meia-idade do A-HA, de camiseta, buque de flores e tudo, esperando nervosamente pela chance de chegar perto de seus idolos as 5 da tarde na HMV, a super loja de cds na Oxford Street. E elas desceram de la' da Escocia, hoje mesmo, so' pra ver a banda que elas amam desde os anos 80. Eu sei porque elas vieram falar comigo quando eu olhei de canto de olho. Mal podiam conter a propria excitacao.
Talvez tenha sido as ferias, talvez tenha sido a consciencia repentina de que esse talvez seja meu ultimo ano residindo na capital inglesa, mas voltei com a cabeca limpa e com vontade de fazer as coisas da maneira certa. Os ultimos meses de 2005 foram absolutamente shitty, e eu fiz uma promessa secreta pra mim mesma de que esse ano eu iria ficar de bem com a vida. Chega de mal-humor. To viajando de nao achar que essa e' a melhor epoca da minha vida.
Afinal, so' nessa cidade acontecem coisas que te fazem rir. Por exemplo, agora mesmo, sentadas aqui do lado na Borders, estao duas fans de meia-idade do A-HA, de camiseta, buque de flores e tudo, esperando nervosamente pela chance de chegar perto de seus idolos as 5 da tarde na HMV, a super loja de cds na Oxford Street. E elas desceram de la' da Escocia, hoje mesmo, so' pra ver a banda que elas amam desde os anos 80. Eu sei porque elas vieram falar comigo quando eu olhei de canto de olho. Mal podiam conter a propria excitacao.
30.11.05
Life is About Constant Longing
Ainda no assunto do livro abaixo, semana passada no trem li isso na pagina 81:
"As far as friendships and relationships go, I've never gone in for visits and constant phone calls. The daily emotional weather report makes everything bland and cheap. Your feelings can seem so fragile and unlikely, why not keep them strange and beautiful instead of sharing them with anyone who'll listen. I think people should learn to spend more time in their heads, they should come to their own terms."
Eu sou bastante assim. Escritinho do jeito que ta' ali em cima. Eu nao sou de fazer ligacoes diarias, de comprar presentinhos, de narrar minha rotina detalhe por detalhe constantemente. Eu nao consigo dar atencao ou receber atencao demais. Eu tenho reservas de energias muito limitadas e que se esgotam em minutos de uma conversa sem sentido. Eu costumo esperar as pessoas me contatarem ou me convidarem, e dependendo de onde vem o convite, recebo e me jogo de bracos abertos. Mas depois eu preciso engatinhar de volta pra toca, ficar quietinha com meus livros, minhas trilhas sonoras, minhas peliculas, reconstruir minha reserva energetica.
Tem uma palavra pra isso: anti-social.
Obviamente, existem consequencias, e a maior de todas e' quando as pessoas simplesmente cansam de esperar e param de vir atras. Ninguem gosta de pedir o tempo todo. O resultado acaba sendo mais ou menos o que virou a paisagem da minha vida: povoada de pessoas conhecidas e muito interessantes, mas que nao possuem o menor dos lacos emocionais comigo.
Tenho sentido bastante isso nos ultimos tempos. Algumas semanas atras mesmo reconheco que fiquei chocada quando de repente ela comecou a gritar e dar tapas numa mesa (talvez pra reafirmar a forca das acusacoes), dedo em riste e lagrimas borrando a maquiagem.
"Voce nao sabe manter amizades!"
A maioria das pessoas nao reagem dessa maneira 'a minha distancia, mas algumas nao conseguem conter a frustracao. Eu, sendo anti-social, sempre consigo. Nao existe a menor possibilidade de eu fazer uma cena publica, se no final quem vai acabar me ridicularizando sou eu mesmo. Eu tenho um cinismo solido embutido e engatilhado dentro de mim, um mecanismo anti-cliche.
Lembro de ter sido acusada da mesma coisa la' pelos meus 13 anos, quando uma amiga que sempre fazia festinhas em casa e viajava horrores reclamou que eu nunca convidava ela pra um jantar sequer na minha casa ou respondia os cartoes postais que ela enviava. Eu achava que nao tinha necessidade, se a gente ja se via e se falava tantas vezes na escola, na casa dela, na aula de ballet, nas festinhas. Eu ficava grata pelos momentos que passavamos separadas, porque eu podia me desvincular e procurar conhecer um pouco mais sobre mim mesma. Eu, como um ser individual.
Eu nunca achei que as pessoas precisassem estar permanentemente em contato, respirando o mesmo ar, vendo, ouvindo, trocando incessantemente as mesmas informacoes. Certos momentos, em meio a uma festa ou um bate-papo, eu entraria num estado tao profundo de tedio que eu sentia minha garganta dar um no' e meu cranio rachar, liberando minha mente pra um lugar longe, onde felicidade deveria ser inversamente proporcional 'a falta de tedio.
Obviamente, minha amizade com aquela menina nao durou tanto como quase todas as outras nao duraram ao longo dos anos, assim como descobri que mesmo nas capitais mais movimentadas do mundo existe a possibilidade do tedio. So' que agora, ironicamente, ele e' resultado do excesso de momentos de isolamento.
Faltam amigos.
"As far as friendships and relationships go, I've never gone in for visits and constant phone calls. The daily emotional weather report makes everything bland and cheap. Your feelings can seem so fragile and unlikely, why not keep them strange and beautiful instead of sharing them with anyone who'll listen. I think people should learn to spend more time in their heads, they should come to their own terms."
Eu sou bastante assim. Escritinho do jeito que ta' ali em cima. Eu nao sou de fazer ligacoes diarias, de comprar presentinhos, de narrar minha rotina detalhe por detalhe constantemente. Eu nao consigo dar atencao ou receber atencao demais. Eu tenho reservas de energias muito limitadas e que se esgotam em minutos de uma conversa sem sentido. Eu costumo esperar as pessoas me contatarem ou me convidarem, e dependendo de onde vem o convite, recebo e me jogo de bracos abertos. Mas depois eu preciso engatinhar de volta pra toca, ficar quietinha com meus livros, minhas trilhas sonoras, minhas peliculas, reconstruir minha reserva energetica.
Tem uma palavra pra isso: anti-social.
Obviamente, existem consequencias, e a maior de todas e' quando as pessoas simplesmente cansam de esperar e param de vir atras. Ninguem gosta de pedir o tempo todo. O resultado acaba sendo mais ou menos o que virou a paisagem da minha vida: povoada de pessoas conhecidas e muito interessantes, mas que nao possuem o menor dos lacos emocionais comigo.
Tenho sentido bastante isso nos ultimos tempos. Algumas semanas atras mesmo reconheco que fiquei chocada quando de repente ela comecou a gritar e dar tapas numa mesa (talvez pra reafirmar a forca das acusacoes), dedo em riste e lagrimas borrando a maquiagem.
"Voce nao sabe manter amizades!"
A maioria das pessoas nao reagem dessa maneira 'a minha distancia, mas algumas nao conseguem conter a frustracao. Eu, sendo anti-social, sempre consigo. Nao existe a menor possibilidade de eu fazer uma cena publica, se no final quem vai acabar me ridicularizando sou eu mesmo. Eu tenho um cinismo solido embutido e engatilhado dentro de mim, um mecanismo anti-cliche.
Lembro de ter sido acusada da mesma coisa la' pelos meus 13 anos, quando uma amiga que sempre fazia festinhas em casa e viajava horrores reclamou que eu nunca convidava ela pra um jantar sequer na minha casa ou respondia os cartoes postais que ela enviava. Eu achava que nao tinha necessidade, se a gente ja se via e se falava tantas vezes na escola, na casa dela, na aula de ballet, nas festinhas. Eu ficava grata pelos momentos que passavamos separadas, porque eu podia me desvincular e procurar conhecer um pouco mais sobre mim mesma. Eu, como um ser individual.
Eu nunca achei que as pessoas precisassem estar permanentemente em contato, respirando o mesmo ar, vendo, ouvindo, trocando incessantemente as mesmas informacoes. Certos momentos, em meio a uma festa ou um bate-papo, eu entraria num estado tao profundo de tedio que eu sentia minha garganta dar um no' e meu cranio rachar, liberando minha mente pra um lugar longe, onde felicidade deveria ser inversamente proporcional 'a falta de tedio.
Obviamente, minha amizade com aquela menina nao durou tanto como quase todas as outras nao duraram ao longo dos anos, assim como descobri que mesmo nas capitais mais movimentadas do mundo existe a possibilidade do tedio. So' que agora, ironicamente, ele e' resultado do excesso de momentos de isolamento.
Faltam amigos.
Your Time is Now

Sao poucos os livros que eu tive vontade de reler na vida. Sao tantos os que eu quero ler que eu normalmente acho que vou morrer antes de dar tempo de ler tudo e por isso prefiro nao repetir. Mas uma vez ou outra, rarissimas excecoes cruzam meu caminho - eu diria que em 23 anos, 3 ou 4 desses apareceram - e ai' de-lhe escarafunchar o tal do livro, memorizar paragrafos, sublinhar paginas inteiras, reler, reler, reler. Cold Water, dessa menina Gwendoline Riley, e' um desses. A prosa dessa mina e' tao maravilhosamente minimalista e incisiva, tao contemporanea, que eu tenho vontade de imitar tudo o que ela escreve. Mas o melhor de tudo e' a maneira romantica e apaixonada com que ela representa a frieza e o tedio de Manchester, atraves da rotina repetitiva de uma barmaid que vive de frequentar gigs depois do expediente vende livros e discos nos sebos quando o salario acaba antes do tempo, e cria lacos com os excentricos que frequentam o bar que ela trabalha. E tudo isso faz com que eu me lembre o quao potencialmente romantica e inspiradora a minha rotina cinzenta em Londres pode tambem ser.
29.11.05
blog depression

Ha'. Achei a resposta pro problema da falta de posts por aqui. Alem de S.A.D., ando sofrendo de Blog Depression. E' uma sindrome de humor que afeta blogueiros de todos tipos e idades. Segundo o panfleto, os sintomas sao:
-Perda do tesao pela internet
-Sentimentos de decepcao e auto-critica
-Reclamacoes passivo-agressivas e extensao cada vez maior do intervalo entre posts.
Entre os mais afetados, estao gente como eu - the journalers - ou escrevedores de diarios que de repente se questionam se realmente alguem nesse mundo se importa com questionamentos egocentricos sem sentido. Em alguns casos extremos, a pressao de postar e' tao grande que chega a causar ansiedade severa e resistencia bioquimica (ou esquecer que o blog existe atraves do uso de substancias alteradoras de consciencia.)
A cura? Tirar um break, ignorar estatisticas que revelam um numero cada vez maior de blogs, e largar de ser tao metido a ponto de achar que o mundo sente falta de um diarinho mane' que nem esse.
24.11.05
4.11.05
Winter Blues
Entra ano, sai ano, e eu nunca consigo evitar a crise do inverno. Ando suspeitando de que sofro de S.A.D. ( Seasonal Affective Disorder), ou em bom portugues, "Essa Merda De Inverno Acaba Com Qualquer Humor." Acordar todo dia com ceu cinzento (isso quando nao esta' completamente escuro as 8 da manha), tomar chuva porque a ventania destroi o terceiro guarda-chuva da semana, e ver o dia acabar as 4 da tarde enquanto vc ainda tem zilhoes de coisas pra fazer e nao pode voltar pra casa, deixa qualquer um depre. Ou pelo menos, deixa a minha normalmente bem-humorada pessoa depre.
E nao e' so' isso. Essa epoca do ano e' a mais busy de todas, quando alem de passar frio e tomar chuva, vc anda espremido dentro de trens na ida e na volta, passa o dia inteiro levando bronca e discutindo com os outros porque tem zilhoes de prazos acumulando, fica sem comer direito porque nao da' tempo ou a comida da cantina/area em volta fede, e chega em casa 10 da noite arrasado porque nem tempo da' de sair ou fazer alguma coisa pra se divertir porque no outro dia tem que acordar cedo pra repetir toda a rotina.
Nao e' a toa que a minha vida social e' quase nula. E nao e' a toa que hoje em dia eu venero o sol.
***
Essa semana andei repensando por que em 4 anos "on the move" eu ainda nao consegui achar um canto que eu seja feliz. Uma coisa que eu nunca tinha me dado em conta ate' entao foi que o padrao das cidades que eu morei coincidem. Curitiba, Boston, Londres. As tres tem invernos matadores, sao povoadas de gente fria e esnobe, e sao enormes. Uma mais que a outra, mas ainda assim, pra quem cresceu num vilarejo que nem Balneario Camboriu, todas sao imensas. Por outro lado, as tres sao cheias de atracoes culturais, cheias de gente inteligente e inovadoras, cheias de festas pra tudo que e' gosto, e sou eternamente grata por ter tudo isso ao meu alcance. Mas falta interacao. Falta calor humano. Falta... nao sei o que falta. Talvez seja eu que ando me isolando, que sou fria e esnobe e cinica, que me recuso a ir nas tais festas encontrar gente inteligente e inovadora. Ou talvez seja a falta do sol que me faz querer me enfiar embaixo das cobertas e nao sair mais de la ate' o proximo verao... Nao sei.
So' sei que inverno que vem nao quero mais ter crise nenhuma. Talvez seja a hora de mudar de novo. Dessa vez sem repetir padrao.
***
Por outro lado, so' em Londres vc esbarra na mesma semana com duas lendas do cinema britanico, Mike Leigh e Terry Gilliam, e consegue dedicatorias em livros de dois artistas mundialmente famosos que nem Tracey Emin e Neil Gaiman sao.
So' em Londres vc consegue falar numa conversa que esta' planejando escrever um roteiro / bolar um desenho animado / criar um coletivo artistico, sem parecer pedante/estupido/metido ou sem receber olhares de pena ou choque em troca.
So' em Londres voce chuta paparazzis no meio do caminho pra conseguir ver a Madonna ou o Mickey Rourke entrando no cinema de Leicester Square.
Londres e' RUBBISH, mas ate' que tem seus momentos...
E nao e' so' isso. Essa epoca do ano e' a mais busy de todas, quando alem de passar frio e tomar chuva, vc anda espremido dentro de trens na ida e na volta, passa o dia inteiro levando bronca e discutindo com os outros porque tem zilhoes de prazos acumulando, fica sem comer direito porque nao da' tempo ou a comida da cantina/area em volta fede, e chega em casa 10 da noite arrasado porque nem tempo da' de sair ou fazer alguma coisa pra se divertir porque no outro dia tem que acordar cedo pra repetir toda a rotina.
Nao e' a toa que a minha vida social e' quase nula. E nao e' a toa que hoje em dia eu venero o sol.
***
Essa semana andei repensando por que em 4 anos "on the move" eu ainda nao consegui achar um canto que eu seja feliz. Uma coisa que eu nunca tinha me dado em conta ate' entao foi que o padrao das cidades que eu morei coincidem. Curitiba, Boston, Londres. As tres tem invernos matadores, sao povoadas de gente fria e esnobe, e sao enormes. Uma mais que a outra, mas ainda assim, pra quem cresceu num vilarejo que nem Balneario Camboriu, todas sao imensas. Por outro lado, as tres sao cheias de atracoes culturais, cheias de gente inteligente e inovadoras, cheias de festas pra tudo que e' gosto, e sou eternamente grata por ter tudo isso ao meu alcance. Mas falta interacao. Falta calor humano. Falta... nao sei o que falta. Talvez seja eu que ando me isolando, que sou fria e esnobe e cinica, que me recuso a ir nas tais festas encontrar gente inteligente e inovadora. Ou talvez seja a falta do sol que me faz querer me enfiar embaixo das cobertas e nao sair mais de la ate' o proximo verao... Nao sei.
So' sei que inverno que vem nao quero mais ter crise nenhuma. Talvez seja a hora de mudar de novo. Dessa vez sem repetir padrao.
***
Por outro lado, so' em Londres vc esbarra na mesma semana com duas lendas do cinema britanico, Mike Leigh e Terry Gilliam, e consegue dedicatorias em livros de dois artistas mundialmente famosos que nem Tracey Emin e Neil Gaiman sao.
So' em Londres vc consegue falar numa conversa que esta' planejando escrever um roteiro / bolar um desenho animado / criar um coletivo artistico, sem parecer pedante/estupido/metido ou sem receber olhares de pena ou choque em troca.
So' em Londres voce chuta paparazzis no meio do caminho pra conseguir ver a Madonna ou o Mickey Rourke entrando no cinema de Leicester Square.
Londres e' RUBBISH, mas ate' que tem seus momentos...
Subscribe to:
Posts (Atom)


